Especialista de Umuarama alerta para problemas respiratórios e cardiovasculares do dispositivo
O cigarro tradicional parece estar saindo da moda. No lugar deles a nova mania que vem tomando conta das bocas e pulmões da juventude são os vapes, cigarro eletrônico de aparência moderninha e sabores atraentes.
Esses dispositivos eletrônicos com nicotina estão tomando conta do mercado com mensagens comerciais de apelo dos influenciadores digitais. Embora a venda seja proibida no país, as lojas importadoras da China e do Paraguai passaram a lucrar muito com o crescimento das vendas do cigarro eletrônico.
A discussão sobre o uso e a comercialização do dispositivo virou assunto na Assembleia Legislativa do Paraná (PR). A proposta do deputado Dr. Batista (União) proíbe a utilização de qualquer acessório ou refil destinado ao uso de dispositivos eletrônicos para fumar.
O parlamentar afirma na justificativa do projeto que, embora aparentem não oferecer riscos à saúde, os cigarros eletrônicos emitem diversas substâncias tóxicas e cancerígenas, que podem causar danos ao usuário. “Sem que haja licença para introdução destes cigarros eletrônicos na vida dos indivíduos, eles acabam sendo colocados em posição de risco à saúde”, aponta Dr. Batista.
Em Umuarama, basta dar uma passada nas baladas, nos bares noturnos ou nas conveniências para observar que os vapes estão por toda a parte. Até mesmo em ambientes fechados, os grupos de fumantes dão suas tragadas e soltam a fumaça que tem a vantagem do odor mais agradável do que os cigarros tradicionais de papel.
O Gestor de Tráfego em Redes Sociais, Waldemar Franzoi Neto, 20 anos, defende o uso do cigarro eletrônico e cita duas situações que passou a estudar ao se tornar usuário.
“Comecei a fazer uso do vape e outros dispositivos eletrônicos em 2020, então, fui buscar informações e descobri que inalamos no fluído menos substâncias tóxicas do que os cigarros tradicionais, que liberam centenas de produtos a partir da combustão”, comenta Neto.
No entanto, a cardiologista Erika França de Carvalho Teologides, concorda com os órgãos de saúde. Segundo a especialista, os cigarros eletrônicos parecem inofensivos, mas não são.
“Além de apresentar várias outras substâncias tóxicas, eles possuem altos índices de nicotina que, além de agredir a camada que reveste os vasos sanguíneos, fazendo com que a gordura se acumule com mais facilidade, também diminuem a produção de óxido nítrico (NO). Sendo assim, a diminuição do odor, e a adição de sabores, não reduzem os riscos”, alerta Erika.
O projeto de lei do deputado afirma que quem comercializar, importar, produzir ou realizar propaganda para uso de cigarros eletrônicos ou similares ficará sujeito a uma série de sanções.
Entre elas estão a multa; a interdição do estabelecimento por 30 dias, no caso de segunda reincidência; e a interdição total do estabelecimento, por dois anos, no caso de novas reincidências. O valor da multa a ser aplicada pode variar de R$ 1 mil a R$ 10 mil, em caso de reincidência.
Risco de problemas pulmonares e cardiovasculares
Erika acrescenta ainda que os cigarros eletrônicos também são considerados um produto do tabaco, cuja principal diferença é que a nicotina é ofertada por meio da vaporização, “contendo milhares de outras substâncias tóxicas e irritantes, podendo causar desde uma dermatite, até problemas pulmonares e cardiovasculares; além de claro, uma dependência química, causada pela nicotina”.
O cigarro comum tem aproximadamente de 1 a 2 mg de nicotina, enquanto que o eletrônico tem de 3 a 5mg. No entanto, o tempo, em média, para se fumar um cigarro comum vai até 5 minutos, enquanto que no eletrônico, esse tempo aumenta. Por exemplo, fumar um cigarro eletrônico por 10 minutos equivale a, aproximadamente, 30mg de nicotina, ou seja, mais de 1 maço de cigarro comum”, resumiu a especialista.
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