Cotidiano

Defesa alega ‘surto psicótico’ para policial federal que atirou contra quatro pessoas

A defesa do policial federal Ronaldo Massuia da Silva – que atirou contra quatro pessoas em um posto de gasolina na noite de domingo (1) em Curitiba, causando a morte de uma delas – alegou, nesta segunda-feira (2) que o homem teve um surto psicótico que o levou a cometer o crime.

De acordo com o delegado Tito Barrichello, titular da DHPP (Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa) os procedimentos a serem tomados agora vão desde coletar imagens de câmeras de segurança, ouvir as vítimas hospitalizadas até a reconstrução do crime.

Ainda segundo o delegado, a informação primária de que o sujeito ter agido em legítima defesa contra agressões também será apurada. “Isso vai ser apurado no decorrer da investigação. Em um primeiro momento posso dizer que há indícios de um homicídio qualificado até por motivo fútil. Isso significa que, em regra, há indícios, há sinais de que se tratar de um homicídio por motivo fútil e também por não permitir qualquer chance de defesa às vítimas que estavam desarmadas”.

De acordo com algumas testemunhas que presenciaram a cena, o homem teria realizado, no mínimo, dez disparos. A arma utilizada para o crime foi uma pistola calibre 9mm que pertence à Polícia Federal.

Em nota oficial, a defesa do policial acusado afirmou que o episódio foi um surto psicótico fruto de uma depressão profunda que o homem – que teria sido expulso de uma casa noturna momentos antes do atentando – está enfrentando.

Confira na íntegra a nota publicada:

“Em face dos fatos ocorridos na noite de ontem, nas dependências de um posto de gasolina no Cristo Rei, a defesa do Policial Federal informa que seu cliente teve um surto psicótico, devido ao quadro profundo de depressão que vem enfrentando.
O Policial Federal se encontra extremamente abalado por toda a situação, principalmente pela perda de uma vida e pelas outras três vítimas que se encontram hospitalizadas.
A defesa irá aguardar o deslinde das investigações para se manifestar sobre maiores detalhes do caso.”

Em depoimento, o homem afirma que prefere exercer seu direito de permanecer em silêncio. “Eu ‘tô’ emocionalmente abalado, sabe? De alguma forma, no princípio das coisas eu agi em legítima defesa, sabe? Só que eu ‘tô’ muito emocionalmente abalado. Acho que é melhor (permanecer calado) né, nesse dado momento porque eu ‘tô’ muito ruim, eu tô muito ruim pelos meus filhos, pela minha namorada. Nesse exato momento sim (é melhor ficar em silêncio)”, disse.

(Redação, com informações RIC Mais)

Redação

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