Umuarama

Mulheres ganham espaço, respeito e reconhecimento na segurança pública

Elas ainda são a minoria, mas tem ganhado espaço, respeito e reconhecimento nas instituições de segurança pública no Paraná. Falar sobre o papel das mulheres na segurança não restringe apenas a traçar um único perfil das profissionais que integram as Polícias Civil, Militar, Corpo de Bombeiros Militares, Polícia Científica, Penitenciária e Guarda Municipal.

Fruto de empenho, dedicação, comprometimento e muito trabalho é que as mulheres vem ampliando e ganhando espaço em toda e qualquer profissão. A frase “O lugar da mulher é onde ela quiser” nunca fez tanto sentido como nos últimos tempos. Elas são capazes de serem profissionais qualificadas, além de desenvolver dupla jornada como cuidar dos afazeres domésticos e ser mãe.

Giselle Guimarães é investigadora da Polícia Civil (PC) em Umuarama. Ingressou na Polícia Civil do Paraná em 2000, como Investigadora de Polícia. Participou de missões, através da Força Nacional, nos Estados do Rio Grande do Sul, Sergipe, Pará, Pernambuco e Distrito Federal.  

“Desde o início eu enfrentei grandes desafios e precisei conciliar a minha carreira profissional com minha vida familiar, já que sou mãe. Mas o que me norteia é que, desde que tenhamos qualificação, formação e dedicação, então estamos aptos ao trabalho. Eu nunca tive dificuldades em conquistar meu espaço nessa profissão tão desafiadora que é ser policial”, observou Giselle.

Giselle explica que não existe a diferença de gênero na instituição, desde que haja qualificação e profissionalismo. “A mulher está em constante evolução e cada vez mais inserida no mercado de trabalho e principalmente nas forças policiais”, ressaltou.

Estar a frente de um trabalho investigativo é um grande desafio e isso não diferente na vida da policial Giselle. Ao longo dos 22 anos de carreira foram inúmeras investigações. “Todos os dias foram de grandes conquistas e eu tive que fazer e comprovar que eu era capaz de obter êxito em minhas investigações”, enfatizou.

Veja a entrevista com a Giselle investigadora da Polícia Civil:

Giselle é investigadora da Polícia Civil há 22 anos

No Paraná, as mulheres tem ganhado destaque também no Corpo de Bombeiros, como no caso da Aspirante a Oficial Marinez Imoto, de 25 anos. Há 4 anos na instituição, ela tem mostrado que a mulher sim, pode fazer a diferença em qualquer que seja a atividade.

“Não apenas por ser mulher, mas as atividades da profissão são desafiadoras e estamos em constante aprendizado todos os dias. Saímos agora da academia e estamos na fase do aspirantado e isso nos traz muitos conhecimentos e aprendizados diários”, explicou Imoto.

O Sexto Subgrupamento de Bombeiros Independente (SGBI) de Umuarama conta quatro mulheres na Corporação. Em todo Paraná são 215 entre Oficiais e Praças. A inserção de mulheres no Corpo de Bombeiros do Paraná é recente com as primeiras turmas de inclusão nos anos de 2005 e 2006.

“Aqui no quartel eu sou a primeira oficial e sou também a primeira militar da família e isso é motivo de satisfação. Tenho reconhecimento e apoio incondicional da minha família e agora aqui na Corporação em Umuarama”, observou.

Veja com vídeo com a aspirante Imoto do Corpo de Bombeiros:

Aspirante Imoto é responsável pela área de comunicação do Corpo de Bombeiros

Ambiente historicamente masculino a polícia abre cada vez mais espaço para as profissionais mulheres. A Polícia Militar do Paraná tem um grande contingente de mulheres que atuam entre Praças e Oficiais. E cada vez mais as mulheres tem mostrado que é possível desenvolver tarefas que muitas vezes seriam de maior habilidade dos homens.

“Nós mulheres aqui na Polícia Militar temos conseguido com muita garra batalhar e mostrar que o nosso serviço pode ser desenvolvido com muito êxito e excelência e muitas vezes até melhor que as tarefas desenvolvidas pelos homens aqui na instituição”, comentou a aspirante Leme.

Ganhando espaço e reconhecimento do trabalho dentro das corporações e nas ruas, elas conduzem operações, e ações, que contribuem com a segurança da população. Armadas e maquiadas, as policiais, apesar de usarem a mesma farda que os homens, usam de um atributo que não lhes deixam dúvidas: ali está uma mulher em ação.

“Mesmo em meio a tantos obstáculos a gente é capaz de realizar um trabalho tão dificultoso como é a Polícia Militar. Ser mulher não me diminuiu por isso”, enfatizou.

Veja a entrevista com a aspirante Leme da Polícia Militar:

Giovanna Leme é aspirante do 25ºBPM em Umuarama

Redação

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