Umuarama

Acadêmicos de Medicina da Unipar vão monitorar de casos de covid

Com o aumento nos casos positivos de covid-19 em Umuarama, as equipes responsáveis pelo rastreamento e monitoramento dos pacientes têm tido trabalho dobrado – são mais de 200 casos por dia.

E para contribuir com esse trabalho de acompanhamento, dez acadêmicos do curso de Medicina da Unipar (Universidade Paranaense) iniciam nesta quarta-feira (19) o projeto MedLigue, oferecendo apoio às pessoas com diagnóstico positivo da doença.

Alunos do 2°, 3° e 4° anos vão atuar no contato telefônico (telemonitoramento) principalmente com os pacientes que fizeram testes de antígeno, conhecidos como testes rápidos, feitos em farmácias e no Ambulatório de Síndromes Gripais, e tiveram resultados positivos.

“Eles já foram treinados para realizar as entrevistas e acompanhamentos necessários. Como estávamos trabalhando em quatro profissionais, ficou inviável dar atenção a todos que têm positivado, agora teremos 10 pessoas a mais focados nessa importante fase, que é o monitoramento dos pacientes”, detalha Claudia Andréia Venciguerra Almeida, da Secretaria Municipal de Saúde de Umuarama.

Docente do curso de Medicina, Dr. Eguimar Martins, conta que os acadêmicos farão jornadas de 20 horas semanais, como parte de projeto do IFMSA (International Federation of Medical Students Association). “Além de colaborar para a ampliação do conhecimento, a IFMSA Brazil incentiva e auxilia a criação de projetos de intervenção social, promovendo a formação de novos pesquisadores que estão em processo de graduação”, detalha.

ATENDA O TELEFONE

Claudia Andréia Venciguerra Almeida relata que ao fazer o exame de covid-19, seja na rede pública de saúde quanto na particular (farmácias, clínicas e laboratórios), é preciso preencher um cadastro e, entre outros dados, informar um telefone para contato. Porém, ela conta que ao menos 30% dos telefones declarados não atendem.

“Acreditamos que, ao ver um número diferente chamando no celular, a pessoa ache que não deva atender. E isso acaba atrapalhando o trabalho de monitoramento, tão importante para o sistema de saúde”, pontua.

Ela observa que principalmente as pessoas que fazem exames em farmácias deixam de atender o telefone. “A praxe é ligarmos pelo menos três vezes, em horários distintos, para o usuário. É preciso que as pessoas entendam que nosso trabalho não é fiscalizar a vida da pessoa, o que queremos é saber como ela está de saúde, como tem passado no período de isolamento, como estão seus familiares e outros dados importantes, por isso é fundamental que o cidadão esteja sempre em contato com os profissionais da Saúde”, alerta.

(Assessoria PMU)

Redação

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