Umuarama

Preço do tomate dispara e chega a quase R$ 15 o quilo nos mercados de Umuarama

Preparar uma saladinha de tomate ou um molho caseiro está mais caro para o consumidor paranaense. O preço do tomate disparou nas gôndolas nos últimos dias e, na hora da compra, pesa no bolso de quem não abre mão do ingrediente na mesa.

Ficar sem o queridinho no prato não dá! A consumidora Luiza José tem sentido a diferença nos preços, mas, mesmo diante dos valores elevados, não deixa de levar o produto para casa. Durante as compras, ela até reduz a quantidade, mas o tomate continua garantido, principalmente para preparar o molho do macarrão. “Deus me livre! Está muito caro mesmo. Meu marido nem queria levar, mas eu não abro mão”, conta.

Nos supermercados de Umuarama, o preço elevado já chama a atenção dos consumidores. Atualmente, o quilo do tomate chega a R$ 14,98 nas redes mercadistas do município.

Consumidores até reduzem a quantidade, mas não deixam de comprar o tomate – Foto: Danilo Martins/OBemdito

Chuva acima da média compromete a colheita do tomate

Entre os fatores que contribuem para a alta estão as condições climáticas. O volume de chuvas acima da média nas principais regiões produtoras comprometeu a colheita nas lavouras. Além disso, as temperaturas mais baixas durante a safra atrasaram a maturação dos frutos e, consequentemente, o período da colheita.

Com a redução da oferta no mercado interno, os preços sobem e o consumidor sente o impacto diretamente na hora de abastecer a geladeira.

De acordo com o engenheiro agrônomo Paulo Andrade, do Departamento de Economia Rural (Deral), o aumento no preço do tomate foi expressivo em diferentes regiões do país. Em Curitiba, por exemplo, a alta chegou a 93,26%.

“O fator chuva tem afetado o país inteiro, inclusive o Paraná. Com altas precipitações, não há fôlego para manter a produção em níveis elevados, e isso acaba aumentando os preços nas gôndolas”, explicou.

Poder das estufas

Em Umuarama, muitos produtores rurais apostam no cultivo protegido em estufas, principalmente para a produção de tomate, pepino e abobrinha. A estrutura ajuda a minimizar os impactos das condições climáticas e protege as plantações durante períodos de chuvas intensas.

Já para quem cultiva hortaliças a céu aberto, os últimos temporais trouxeram prejuízos. Segundo Cláudio Marconi, secretário municipal de Agricultura, as perdas foram significativas, especialmente na produção de folhosas. A estimativa é de que entre 30% e 40% dessas hortaliças tenham sido comprometidas pelas fortes chuvas registradas nos últimos 30 dias.

“Os produtores que trabalham com hortaliças a céu aberto tiveram perdas significativas em decorrência das fortes chuvas. Nossa estimativa é de que entre 30% e 40% das folhosas tenham sido perdidas. Já os produtores que possuem cultivo protegido em estufas não tiveram problemas nesse período”, destacou o secretário.

Apesar de não eliminar todos os riscos, o cultivo em estufas se mostra um importante aliado dos produtores rurais, ajudando a preservar a produção diante das instabilidades climáticas.

Hortifruti também subiu

E não é só o tomate que tem pesado no bolso dos consumidores. Outros produtos bastante presentes na mesa dos paranaenses também registraram aumentos expressivos, como cebola, mamão, pimentão verde e limão.

Um comparativo realizado pelo Departamento de Economia Rural (Deral), com dados da Ceasa de Curitiba, mostra que os preços de comercialização desses produtos no atacado subiram significativamente em relação ao ano passado.

Em 2025, a caixa de 20 quilos de cebola era comercializada por R$ 30. Neste ano, o mesmo produto chegou a R$ 130. O aumento também foi expressivo no pimentão verde: o saco de 12 quilos, que custava R$ 40 no ano passado, agora é vendido por aproximadamente R$ 120.

Já a caixa de 23 quilos de limão chegou a custar R$ 200. Os reajustes registrados no atacado acabam refletindo diretamente no comércio varejista e, consequentemente, no bolso dos consumidores.

Em Umuarama, os preços também chamam a atenção. O quilo do mamão chega a R$ 11,98, enquanto o pimentão verde é encontrado por R$ 19,90. O limão custa R$ 8,79 o quilo, e a cebola chega a R$ 8,98.

Com isso, além do tomate, outros itens essenciais para o preparo das refeições também ficaram mais caros, tornando as compras de hortifruti um desafio a mais para o orçamento das famílias.

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Paula Damacena

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