Foto: Danilo Martins/OBemdito
A abstenção nas eleições de 2026 caiu em quase 3 milhões de eleitores entre o primeiro e o segundo turno, segundo dados da Justiça Eleitoral. Enquanto 33.469.244 brasileiros deixaram de votar no dia 4 de outubro, o número de ausentes recuou para 30.509.005 neste domingo (25), uma diferença de 2.960.239 eleitores.
Em termos percentuais, a abstenção passou de 21,08% no primeiro turno para 19,22% no segundo, considerando um eleitorado de aproximadamente 158,7 milhões de pessoas aptas a votar.
O resultado representa o menor percentual de abstenção em um segundo turno presidencial nos últimos 20 anos. Em 2006, a proporção de eleitores ausentes foi de 18,99%.
A redução ocorreu após o primeiro turno de 2026 registrar o maior número absoluto de abstenções da história das eleições brasileiras, com mais de 33,4 milhões de eleitores que não compareceram às urnas.
De acordo com a Justiça Eleitoral, o Acre registrou o maior percentual de abstenção entre os estados brasileiros no segundo turno, com 26,08% dos eleitores aptos deixando de votar.
Entre os brasileiros que votam no exterior, o índice foi ainda maior. Ao todo, 58,37% dos eleitores registrados fora do país não compareceram às urnas.
Historicamente, os índices de abstenção variam entre as eleições presidenciais. Em 1989, primeira eleição direta para presidente após o fim da ditadura militar, o percentual de ausentes no segundo turno foi de 14,4%.
Já em 1994, quando a disputa presidencial foi decidida no primeiro turno, a abstenção chegou a 17,77%.
Além da maior participação dos eleitores, o segundo turno registrou uma redução no número de votos brancos e nulos em relação à primeira votação.
Os votos em branco caíram de 2.300.798 no primeiro turno, equivalentes a 1,84%, para 1.430.496 no segundo, ou 1,12%.
Os votos nulos também diminuíram. Foram 3.674.249 no primeiro turno, correspondentes a 2,93% dos votos, contra 2.723.305 no segundo turno, ou 2,12%.
Somados, os votos brancos e nulos passaram de aproximadamente 5,97 milhões no primeiro turno para 4,15 milhões no segundo, uma redução de mais de 1,8 milhão de votos.
A eleição presidencial terminou com a reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que derrotou Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno realizado neste domingo.
(Com informações do TSE e da Agência Brasil)
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