Alterações na pele, retração do mamilo e secreções persistentes merecem atenção (Foto Ilusttrativa/freepik)
O surgimento de um caroço é um dos sinais mais associados ao câncer de mama, mas a doença nem sempre começa dessa maneira. Mudanças na pele, alterações no formato das mamas, retração do mamilo e secreções também podem indicar a necessidade de avaliação médica, especialmente quando são novas e persistentes.
A oncologista clínica da Uopeccan de Cascavel, Aline Bobato, alerta que conhecer as características habituais do próprio corpo ajuda a identificar alterações que precisam ser investigadas. Nem toda mudança representa câncer, mas não deve ser ignorada quando persiste ou se intensifica.
“A mulher deve prestar atenção a qualquer mudança nova na mama, como alteração no tamanho ou formato, mudança na pele, retração do mamilo, vermelhidão persistente, inchaço ou saída de secreção pelo mamilo”, explica a médica.
Entre os sinais que merecem atenção estão pequenas depressões na pele, semelhantes à casca de uma laranja, e secreções que aparecem espontaneamente, sem que o mamilo seja pressionado. O cuidado deve ser redobrado quando a secreção ocorre em apenas uma das mamas ou contém sangue.
LEIA TAMBÉM: Carreta Saúde da Mulher começa atendimentos e permanece um mês em Umuarama
Esperar o aparecimento de dor para procurar atendimento é outro erro que pode atrasar a investigação. Segundo Aline, o câncer de mama, principalmente nas fases iniciais, pode não provocar desconforto.
“A dor, sozinha, não é um dos sinais mais comuns do câncer de mama. Muitas vezes, o câncer de mama no início não causa dor. Por isso, não devemos esperar a mama doer para procurar atendimento”, orienta.
A recomendação é buscar avaliação médica diante de alterações novas e persistentes, mesmo quando não há dor ou outros sintomas associados. A investigação permite identificar a causa e definir se há necessidade de exames complementares.
O ciclo menstrual, a gestação e a amamentação provocam mudanças naturais nas mamas. Inchaço, sensibilidade e áreas endurecidas podem estar relacionados a essas fases, mas atribuir automaticamente qualquer alteração aos hormônios pode atrasar o diagnóstico de outros problemas.
A oncologista ressalta que sintomas que não desaparecem, aumentam ou apresentam características diferentes do habitual precisam ser avaliados. A orientação também vale para gestantes e mulheres que estão amamentando.
“É importante lembrar que estar grávida ou amamentando não impede que uma mulher tenha câncer de mama. Se surgir uma alteração nova que não melhora ou que está aumentando, ela deve ser avaliada”, afirma Aline.
A idade também não deve ser usada como único critério para descartar a possibilidade da doença. Embora o risco aumente com o envelhecimento, mulheres jovens também podem receber o diagnóstico. Por isso, sintomas suspeitos exigem avaliação individualizada, independentemente da faixa etária.
A mamografia é uma das principais ferramentas para a detecção precoce do câncer de mama. O exame pode identificar alterações antes que sejam percebidas pela própria mulher ou durante o exame clínico.
Entretanto, um resultado anterior normal não significa que mudanças surgidas posteriormente possam ser ignoradas. Se houver um novo nódulo ou outra alteração persistente, é importante procurar atendimento, mesmo que a mamografia mais recente não tenha apontado problemas.
“Uma mamografia normal é uma ótima notícia, mas não significa que qualquer alteração futura possa ser ignorada. Se a mulher perceber um nódulo ou qualquer mudança nova e persistente, deve procurar avaliação médica, mesmo que tenha feito uma mamografia recentemente”, destaca a oncologista.
A presença de um nódulo também não significa necessariamente câncer. Cistos e fibroadenomas, por exemplo, são alterações benignas. A avaliação pode envolver exame clínico, ultrassonografia, mamografia e, quando houver indicação, biópsia para análise do tecido.
“Não tenha medo de procurar ajuda e não espere a alteração piorar ou começar a doer. Cuidar da saúde também significa prestar atenção ao próprio corpo e investigar aquilo que mudou”, reforça Aline.
A Uopeccan oferece mamografias gratuitas durante todo o ano nas unidades de Cascavel, Umuarama e Medianeira. Conforme as informações divulgadas pela instituição, mulheres a partir dos 40 anos podem agendar o exame diretamente, sem necessidade de pedido médico.
Os contatos para agendamento são:
Também é possível solicitar o exame pelo site outubrorosa.uopeccan.org.br.
A recomendação é manter os exames de rastreamento conforme a faixa etária e o histórico individual, além de procurar avaliação médica sempre que surgir uma alteração suspeita.
(Com informações da assessoria de comunicação do Hospital Uopeccan)
O velório de Rute Fantim da Silva, de 60 anos, está previsto para começar às…
O ala do Umuarama Futsal João Pedro Felipe Marins, conhecido como Joãozinho, passou por cirurgia…
A Polícia Civil do Paraná (PCPR) de Umuarama localizou e prendeu um homem de 40…
A Diocese de Umuarama abrirá oficialmente a fase diocesana da Causa de Beatificação e Canonização…
Um dos grandes nomes da nova geração da comédia brasileira, Afonso Padilha construiu uma carreira…
O cantor Luan Pereira se apresenta no dia 31 de outubro no Harmonia Clube de…
Este site utiliza cookies
Saiba mais