Fotos: Senado Federal
O senador Sergio Moro (PL-PR) não participou da votação que aprovou o fim da escala 6×1 no Senado Federal, na noite de quarta-feira (14). Ele foi um dos quatro parlamentares que não registraram voto no segundo turno da proposta. Já Hamilton Mourão (Republicanos-RS), ex-vice-presidente da República, foi o único senador a votar contra a mudança.
A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019 foi aprovada por 75 votos favoráveis e apenas um contrário, tanto no primeiro quanto no segundo turno. O texto prevê a substituição da escala de seis dias de trabalho por um de descanso pelo modelo 5×2, além da redução da jornada semanal de 44 para 40 horas, sem diminuição dos salários.
Além de Moro, outros três senadores não participaram da votação final: Marcio Bittar (PL-AC), Rogério Marinho (PL-RN) e Dr. Hiran (PP-RR).
Hiran, no entanto, havia votado favoravelmente à proposta no primeiro turno. Segundo informações divulgadas pela CNN Brasil, ele deixou de participar da segunda votação porque precisava embarcar em um voo.
O painel oficial do Senado registra os quatro parlamentares como ausentes no segundo turno, sem nenhuma abstenção formal.
Entre os três representantes do Paraná no Senado, dois votaram a favor do fim da escala 6×1.
Flávio Arns (PSB-PR) e Oriovisto Guimarães (PSDB-PR) apoiaram a proposta nos dois turnos. Sergio Moro (PL-PR), por sua vez, não registrou voto em nenhuma das duas votações.
A ausência de Moro não representa um voto contrário à proposta, mas significa que o parlamentar não participou da decisão final sobre a mudança na jornada de trabalho.
O senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS) foi o único parlamentar a rejeitar a PEC nos dois turnos.
Durante a tramitação da proposta, parlamentares manifestaram preocupações com os possíveis impactos econômicos da redução da jornada, especialmente para micro e pequenas empresas.
Apesar das divergências, a proposta recebeu apoio de senadores de diferentes partidos, incluindo integrantes do PL, que liberou sua bancada para votar conforme a posição de cada parlamentar.
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à Presidência da República, votou favoravelmente à mudança de forma remota.
Com a aprovação no Senado, a PEC segue para promulgação pelo Congresso Nacional. Como o texto não sofreu alterações em relação à versão aprovada pela Câmara dos Deputados, não será necessária uma nova votação.
A proposta estabelece um período de transição de 14 meses para a implementação completa das mudanças.
Nos primeiros 60 dias após a promulgação, as empresas deverão adotar dois dias de descanso remunerado por semana, com redução da jornada máxima de 44 para 42 horas semanais.
Depois de mais 12 meses, a jornada máxima será reduzida para 40 horas semanais, mantendo os salários dos trabalhadores.
A mudança representa a primeira redução do limite constitucional da jornada semanal desde 1988, quando a carga horária máxima passou de 48 para 44 horas.
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