Foto: Lula Marques/Agência Brasil
O ministro Floriano de Azevedo Marques, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), indeferiu neste sábado (3) a candidatura de Deltan Dallagnol (Novo) ao Senado pelo Paraná. A decisão, tomada na véspera das Eleições 2026, reverte o entendimento do Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR), que havia autorizado o registro.
Como as urnas eletrônicas já estavam lacradas, o nome de Deltan e o número 300 continuam aparecendo normalmente para os eleitores neste domingo (4). No entanto, conforme a decisão atualmente em vigor, os votos destinados à chapa serão considerados nulos. O caso ainda deverá ser analisado pelo plenário do TSE.
O indeferimento está relacionado à inelegibilidade de Deltan decorrente do caso que levou à cassação de seu registro como deputado federal em 2023. Na ocasião, o TSE entendeu que ele deixou o Ministério Público Federal enquanto havia procedimentos administrativos que poderiam resultar em punição capaz de gerar inelegibilidade.
Ao analisar a candidatura ao Senado, o TRE-PR havia autorizado o registro. Floriano, porém, entendeu que permanece aplicável o entendimento adotado anteriormente pelo TSE e indeferiu a candidatura.
Em nota divulgada após a decisão, Deltan classificou o episódio como “a maior violência eleitoral da história do Brasil” e afirmou que seus advogados trabalham para tentar reverter o indeferimento.
O candidato também fez críticas ao ministro e atribuiu a decisão a interesses políticos. As declarações são de responsabilidade de Deltan e integram a manifestação divulgada por sua campanha.
Confira a nota na íntegra:
NOTA À IMPRENSA
A campanha de Deltan Dallagnol (Novo) repudia a decisão individual do ministro Floriano Marques, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que indeferiu sua candidatura ao Senado pelo Paraná na véspera da eleição, contrariando decisão de dois dias atrás do próprio Floriano que já havia negado o pedido da coligação do PT para anular os votos de Deltan, diante da inexistência de julgamento pelo Plenário do TSE sobre a candidatura.
“Essa é a maior violência eleitoral da história do Brasil. O que eles querem é eleger a Gleisi, mas nós não vamos deixar. O ministro Floriano Marques, escolhido por Lula e amigo do Alexandre de Moraes, indeferiu sozinho minha candidatura a 4 horas do dia da eleição, tomando uma decisão que só poderia ser tomada pelo Plenário do Tribunal Superior Eleitoral. Anteontem o mesmo ministro deu uma decisão no meu caso dizendo que ele não poderia fazer isso que ele fez por conta da livre manifestação da soberania popular na escolha do eleitor, mas agora ele faz. O que mudou para ele contradizer a si mesmo? As pesquisas me indicando como vencedor? A pressão do PT e do Moraes?”, questiona Deltan.
O nome de Deltan e o número 300 permanecem na urna. Os advogados de Deltan já estão trabalhando em todas as medidas cabíveis e confia na reversão da decisão.
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