Umuarama registrou 239 raios durante o temporal de terça-feira (29), que também teve vento de 101,5 km/h, estragos e uma morte - Foto: Jaqueline Mocellin/OBemdito
Umuarama registrou 239 raios nuvem-solo durante o forte temporal da terça-feira (29). A tempestade provocou estragos e deixou uma pessoa morta na cidade.
O registro colocou Umuarama entre os municípios paranaenses com maior atividade elétrica naquele dia. A cidade apareceu na nona posição do levantamento do Simepar.
A ocorrência de raios foi considerada incomum pela intensidade. O fenômeno, porém, estava dentro do cenário de tempo severo previsto para o Paraná.
A instabilidade dos últimos dias provocou uma intensa atividade elétrica em diferentes regiões do Estado. O Simepar registrou milhares de descargas atmosféricas durante a passagem das tempestades.
O temporal atingiu Umuarama no fim da tarde de terça-feira. A cidade registrou uma rajada de vento de 101,5 km/h às 16h.
O Simepar também registrou 27,6 milímetros de chuva no município durante o período. A tempestade derrubou árvores, danificou estruturas e afetou o fornecimento de energia elétrica.
O evento também provocou o colapso de uma estrutura no Harmonia Clube de Campo. O acidente matou o advogado Rafael Marchiani Paião, de 42 anos.
Outro homem ficou ferido após ser atingido pelos destroços. O temporal ainda derrubou árvores, atingiu veículos e provocou danos em diferentes pontos de Umuarama.
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De acordo com os dados divulgados pelo Simepar, o Paraná registrou 19.381 raios durante o episódio de instabilidade. As descargas foram identificadas pela rede de monitoramento do instituto.
Os raios nuvem-solo são uma manifestação da eletricidade presente na atmosfera. Eles se formam dentro das nuvens de tempestade durante o desenvolvimento desses sistemas.
O Simepar realiza a detecção por meio de uma rede de sensores especializados. Os equipamentos estão instalados no Paraná e também em outros estados brasileiros.
O sistema consegue identificar a ocorrência e determinar sua localização poucos segundos depois. Segundo o Simepar, cerca de dez segundos separam o raio da detecção e localização do evento.
A instituição também produz mapas com a posição das descargas atmosféricas. Os dados ajudam a acompanhar a atividade elétrica e o deslocamento das tempestades.
Foz do Iguaçu registrou a maior quantidade de raios nuvem-solo entre os municípios paranaenses. Foram 817 descargas durante a terça-feira.
São Miguel do Iguaçu apareceu na segunda posição, com 530 raios. Santa Terezinha de Itaipu ficou em terceiro lugar, com 369 registros.
Palmital teve 340 descargas e ocupou a quarta posição. Na sequência, Laranjal registrou 290 raios e Terra Rica contabilizou 268.
Ortigueira apareceu com 257 registros. Guaraniaçu teve 239 descargas, o mesmo número registrado em Umuarama.
Com isso, Umuarama ficou na nona posição entre os municípios com maior atividade elétrica. O levantamento considera os raios nuvem-solo detectados pelo sistema do Simepar.
Outros municípios próximos também registraram elevada atividade elétrica durante a passagem da tempestade. Tuneiras do Oeste contabilizou 176 raios.
Mariluz teve 166 registros, enquanto Alto Piquiri chegou a 134. Perobal registrou 110 descargas e Cruzeiro do Oeste teve 105.
Os números mostram que a atividade elétrica atingiu diferentes pontos do Noroeste do Paraná. O cenário acompanhou a passagem de áreas de instabilidade associadas à frente fria.
O Simepar havia indicado, ainda durante a terça-feira, a presença de chuva acompanhada de descargas elétricas no Norte e Noroeste. A instabilidade aumentou com o avanço da frente fria sobre o Estado.
Além da intensa atividade elétrica, Umuarama registrou uma das maiores rajadas de vento do Paraná. O Simepar mediu 101,5 km/h às 16h.
A velocidade foi suficiente para provocar quedas de árvores e danos em diferentes regiões. Na avenida Astorga, uma árvore atingiu três carros durante o temporal.
A tempestade também deixou 14,2 mil clientes sem energia elétrica em Umuarama. A Copel mobilizou equipes para reparar os danos provocados pela ocorrência.
A análise posterior do Simepar não encontrou indícios de tornado em Umuarama. O instituto avaliou imagens dos danos, além de informações de radar e satélite.
Com informações: OBemdito/Simepar
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