Cristina Graeml concedeu entrevista para o site OBemdito na noite desta quinta-feira - Fotos: Jean Soriani/Colaboração OBemdito
A candidata ao Senado, Cristina Graeml, participou de uma entrevista com OBemdito na noite desta quinta-feira (3), momento em que falou sobre a campanha e abordou alguns assuntos polêmicos. A jornalista curitibana, que já se candidatou à prefeitura da Capital do Paraná, é candidata ao Senado pelo partido PSD.
Jornalista com 36 anos de carreira, Cristina Graeml ganhou projeção nacional como analista política nos meios digitais. Em 2024, foi a mulher mais votada de Curitiba e a única a disputar o 2º turno da capital paranaense, alcançando 390.254 votos (42% dos votos válidos).
Agora, ela diz que atendeu ao chamado dos paranaenses para defender a liberdade, a propriedade privada, o agro e a família. Por isso, Cristina busca uma vaga no Congresso Nacional pelo PSD-PR.
Durante a sabatina ao vivo no portal OBemdito, em Umuarama, a candidata detalhou a rotina intensa na estrada. Ela já percorreu mais de 60 mil quilômetros e visitou cerca de 125 municípios paranaenses.
Cristina destaca que reuniu demandas de mais de 200 prefeitos, além de centenas de vereadores, produtores rurais, cooperativas e instituições assistenciais. “Precisamos conversar com os paranaenses do Estado inteiro para entender melhor as reais demandas das pessoas”, afirmou.
A jornalista relembrou as dificuldades enfrentadas na eleição municipal de 2024, quando concorreu pelo PMB sem verba pública ou horário eleitoral. Na época, institutos de pesquisa e veículos de comunicação boicotaram sua candidatura até a reta final. Mesmo sem visibilidade na TV, a força do eleitorado garantiu a virada nas urnas.
Ao abordar as alianças partidárias, a candidata reforçou sua postura independente. Embora integre a chapa do governador Ratinho Junior no PSD, Cristina mantém apoio ao senador Flávio Bolsonaro para a Presidência da República.
Ela defende que a presença de múltiplos nomes conservadores nos debates fortalece a oposição ao governo federal. A postulante ressalta que atua com base em princípios e resultados técnicos, rejeitando rótulos rígidos ou militância cega.
Entre as pautas polêmicas debatidas na entrevista, a ex-comentarista defendeu o debate legislativo sobre a castração química para estupradores e pedófilos. Ela explicou que a medida consiste em um tratamento hormonal preventivo para conter a libido de criminosos reincidentes. “A sociedade não pode ficar refém dos bandidos enquanto a vítima é esquecida. Precisamos de penas severas para acabar com a cultura da impunidade”, enfatizou Cristina.
A candidata também prometeu exercer um mandato municipalista e de forte fiscalização em Brasília. Cristina criticou o distanciamento dos atuais senadores e apontou a votação a favor de indicações polêmicas ao STF como um erro imperdoável. Segundo a jornalista, o Paraná precisa de representantes atuantes para destravar licenças ambientais, impulsionar obras de infraestrutura e defender o cidadão com firmeza no Congresso.
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