Foto: PCPR
Uma operação contra receptação de fios e cabos de cobre furtados mobiliza as forças de segurança nesta quinta-feira (3) em Umuarama, Pérola e outros 34 municípios do Paraná. Ao todo, 126 pontos ligados ao comércio e armazenamento de sucatas foram selecionados para fiscalização.
A ação é realizada de forma integrada pela Polícia Civil do Paraná (PCPR), Polícia Militar do Paraná (PMPR) e Receita Estadual do Paraná (REPR). O objetivo é identificar materiais de origem ilícita e combater a cadeia responsável pela compra e comercialização de fios e cabos furtados.
Na região de Umuarama, a lista divulgada pelas forças de segurança inclui fiscalizações em Umuarama e Pérola. A quantidade de estabelecimentos vistoriados especificamente nos dois municípios não foi informada.
Em todo o Paraná, 41 dos 126 pontos selecionados estão em Curitiba, 24 ficam na Região Metropolitana e outros 61 estão distribuídos pelo Interior.
Durante a operação, policiais verificam a procedência dos materiais encontrados nos estabelecimentos, consultam registros e adotam as medidas cabíveis quando há indícios de crime.
A Receita Estadual também participa das abordagens para verificar a situação cadastral e fiscal das atividades relacionadas ao comércio e armazenamento de sucatas.
Segundo o delegado-geral da PCPR, Silvio Jacob Rockembach, a fiscalização busca atingir diretamente locais que podem abastecer o mercado de produtos provenientes de crimes.
“Ao verificar a procedência dos materiais e responsabilizar quem participa dessa cadeia, reduzimos o espaço para a receptação e contribuímos para prevenir novos furtos de fios e cabos”, afirmou.
Caso sejam encontrados materiais de origem ilícita, os objetos apreendidos são pesados, catalogados e vinculados aos respectivos procedimentos. As investigações também buscam identificar a origem dos produtos e outros possíveis envolvidos.
Conforme as forças de segurança, responsáveis flagrados comercializando fios e cabos furtados podem ser presos. A receptação qualificada prevê pena de três a oito anos de reclusão, além de multa.
Os estabelecimentos envolvidos também podem ficar sujeitos ao cancelamento da inscrição estadual e à cassação do alvará de funcionamento.
Além de Umuarama e Pérola, a fiscalização no Interior ocorre em Apucarana, Arapongas, Campo Mourão, Cascavel, Cianorte, Clevelândia, Cornélio Procópio, Foz do Iguaçu, Francisco Beltrão, Guarapuava, Jacarezinho, Laranjeiras do Sul, Londrina, Maringá, Palmas, Paranaguá, Paranavaí, Pato Branco, Ponta Grossa, Santo Antônio da Platina, São Mateus do Sul, Telêmaco Borba, Toledo, União da Vitória e Wenceslau Braz.
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