Cotidiano

PCPR dá detalhes de como ‘Dog Dog’ assassinou jovens e ocultou os cadáveres

A Polícia Civil do Paraná (PCPR) elucidou nesta sexta-feira (21) o desaparecimento das primas Letycia Garcia Mendes e Sttela Dalva Melegari Almeida, ambas de 18 anos, moradoras de Cianorte e Jussara, no Noroeste do Paraná.

As forças de segurança apresentaram os detalhes do caso durante uma coletiva de imprensa na 21ª Subdivisão Policial de Cianorte, que contou com a participação do delegado-chefe da unidade, Jonas Eduardo Peixoto do Amaral; do delegado da PCPR, Luis Fernando Alves Silva; do secretário da Segurança Pública, coronel Hudson Leôncio Teixeira; do chefe da delegacia da Polícia Rodoviária Federal (PRF) em Maringá, Pedro Faria, e de representantes de outras forças policiais.

LEIA TAMBÉM: Homem preso em Umuarama indicou onde estavam corpos de primas desaparecidas; vídeo

As investigações apontaram que Clayton Antonio da Silva Cruz, de 39 anos, conhecido como “Dog Dog”, assassinou as duas jovens. Ele estava foragido da Justiça e morreu em Mandaguari, no Norte do Estado, durante um confronto armado no momento em que as equipes policiais tentavam cumprir um mandado de prisão contra ele.

A dinâmica dos assassinatos e a ocultação dos corpos

Conforme as apurações conduzidas pelas equipes da PCPR, o crime ocorreu após as vítimas saírem de uma casa noturna em Paranavaí, entre 4h e 4h40 da madrugada. Dentro do veículo, uma discussão motivada por desentendimentos financeiros e comerciais se intensificou.

O caso das primas desaparecidas em Cianorte foi elucidado pela Polícia Civil. As investigações apontaram que Letycia e Sttela foram assassinadas e tiveram os corpos ocultados em Paraíso do Norte (Foto Reprodução Polícia Civil)

Em um crime de ímpeto, Clayton sacou uma arma e executou a primeira garota com um disparo na cabeça ainda no interior do carro. A segunda jovem tentou escapar correndo, mas o agressor a alcançou e a atingiu com vários tiros.

Em seguida, o autor colocou os corpos na caçamba de sua caminhonete e dirigiu pela rodovia no sentido Tamboara-Paraíso do Norte. Ele deixou os cadáveres inicialmente a céu aberto em uma área de mata de difícil acesso, ao final de um canavial. Horas depois, Clayton buscou apoio em Umuarama com seu comparsa, Michel dos Reis Costa, de 33 anos, conhecido como “Magrão” ou “Primo”.

Clayton retornou à sua chácara em Cianorte para pegar roupas e ferramentas de escavação. Por volta das 17h, retornou ao local com Michel. O comparsa auxiliou no carregamento dos corpos para uma cova rasa cavada por Clayton no mesmo canavial em Paraíso do Norte. Após o ocultamento, Clayton levou a caminhonete para o Paraguai, retornou nos dias seguintes a Cianorte para recolher pertences e fugiu em direção a Maringá.

Prisão do segundo envolvido e integração policial

Nesta mesma sexta, a PCPR localizou e prendeu Michel dos Reis Costa em Umuarama. “Magrão” já possuía dois mandados de prisão preventiva decretados por roubo e tráfico de drogas — mesmos crimes pelos quais Clayton acumulava condenações e mandados abertos.

Investigações da Polícia Civil apontaram Clayton Antonio da Silva Cruz, o “Dog Dog”, como autor dos assassinatos de Letycia e Sttela. O suspeito morreu em confronto com policiais em Mandaguari (Foto Notícia Cianorte e Região/OBemdito – Proibida a reprodução sem autorização)

Durante a prisão de Michel, as equipes apreenderam uma arma de fogo de calibre 9mm e coletes balísticos. Em depoimento, o suspeito confessou a participação no ocultamento e revelou que Clayton o considerava a única pessoa de confiança para realizar o trabalho. A Justiça decretou a prisão temporária de Michel por 30 dias, renováveis por mais 30.

O avanço definitivo na localização de Clayton ocorreu após o compartilhamento de informações de inteligência com a Polícia Civil de São João do Ivaí e o apoio da PRF na identificação de veículos suspeitos.

A apuração da PCPR indicava que a dupla atuava em conjunto em roubos a fazendas na região, inclusive em municípios como Apucarana e Jandaia do Sul. O cruzamento dessas informações permitiu que os policiais localizassem o paradeiro do foragido em Mandaguari, culminando na operação de cumprimento do mandado judicial.

(Com informações da Polícia Civil do Paraná)

Jaqueline Mocellin

Olá, eu sou Jaqueline Mocellin e trabalho no site OBemdito desde dezembro de 2016. Atuo como jornalista e editora. Sou formada em jornalismo pela Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), pós-graduada em Comunicação, Educação e Artes pela Unipar/Cascavel e atualmente curso Direito na UniAlfa Faculdade. Estou sempre em busca da emoção que o jornalismo pode proporcionar. Sou apaixonada pela minha profissão, levo muito a sério a ética de trabalho e a correta apuração dos fatos.

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