O empresário Adriano Donizete de Oliveira estava em casa na manhã desta sexta-feira (21), em Mandaguari, no Norte do Paraná, quando foi surpreendido pela fuga de um homem procurado pela Polícia Civil. Em poucos minutos, a rotina da família se transformou em uma situação de tensão.
Clayton Antonio da Silva Cruz, de 39 anos, era procurado por suspeita de envolvimento no desaparecimento de Letycia Garcia Mendes e Sttela Dalva Melegari Almeida, ambas de 18 anos, desaparecidas desde abril em Cianorte, no Noroeste do Estado.
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Segundo a Polícia Civil do Paraná (PCPR), Clayton reagiu à abordagem durante a tentativa de prisão, fugiu pelos fundos de imóveis e acabou invadindo a residência de Adriano. O empresário foi mantido como refém até a chegada dos policiais.
Adriano contou que estava acordando e se preparava para começar o dia de trabalho quando percebeu a movimentação nos fundos da residência. “Eu estava acordando, eu ia fazer um café para ir trabalhar”, relatou o empresário em entrevista ao Portal Agora Mandaguari, que você confere na íntegra, acima.
Inicialmente, ele não sabia o que estava acontecendo. Adriano abriu o portão pelo controle, mas, quando tentou fechá-lo, Clayton voltou para dentro do imóvel e arrombou a entrada.
“Ele veio, arrombou o portão e correu para dentro do quintal de novo. Aí eu fui trancar a porta da cozinha e ele estourou a porta”, contou.
Depois de entrar na casa, Clayton abriu uma gaveta da pia, pegou um garfo de assar carne e passou a ameaçar o empresário. Adriano foi puxado pelo braço e levado até o banheiro. “Ele me puxou pelo braço e pegou um garfo de espetar carne”, afirmou.
Adriano permaneceu no banheiro enquanto os policiais do Grupo Tigre chegavam ao imóvel. Foi naquele momento que ele percebeu que a movimentação do lado de fora fazia parte de uma operação policial.
Segundo o empresário, os agentes ordenaram que Clayton soltasse o objeto usado para ameaçá-lo e se rendesse. O suspeito, porém, não obedeceu. “Ele não tirava, foi onde fizeram o disparo e mataram ele”, relatou Adriano.
O confronto ocorreu dentro do banheiro da residência. Clayton foi atingido e morreu no local. O empresário foi retirado da situação sem ferimentos.
Ainda abalado com o episódio, Adriano disse que ficou traumatizado com o que aconteceu. Ele contou que não conhecia Clayton e sequer imaginava que um homem procurado pelas autoridades estivesse escondido nas proximidades.
“Eu achei que era briga de rua, mas eu não sabia o que estava acontecendo”, afirmou. O empresário mora com o filho e disse que a situação poderia ter terminado de maneira ainda mais grave.
“Graças a Deus não acabou em tragédia. Graças a Deus, nasci de novo”, declarou. Adriano é empresário e possui uma fábrica de estofados em Mandaguari.
Clayton era considerado foragido e tinha prisão preventiva decretada desde 29 de abril. Ele era apontado pela investigação como principal suspeito pelo desaparecimento de Letycia e Sttela.
As duas jovens desapareceram depois de saírem de Cianorte na noite de 20 de abril. Elas estavam acompanhadas de Clayton, que utilizava o nome falso de “Davi”.
Na madrugada seguinte, câmeras de segurança registraram as jovens com ele em um estabelecimento de Paranavaí. Depois disso, Clayton retornou sozinho a Cianorte e deixou o município.
A localização do suspeito em Mandaguari ocorreu após informações obtidas pela Polícia Rodoviária Federal (PRF), relacionadas a um roubo de veículo na região.
O compartilhamento de informações entre os setores de inteligência da PRF e da PCPR permitiu identificar o local onde Clayton estava escondido.
A morte de Clayton durante a operação não encerra a investigação sobre o desaparecimento de Letycia e Sttela. As duas continuam sem paradeiro confirmado.
As equipes da Polícia Civil permanecem em diligências para esclarecer o caso e localizar as jovens. Até o momento, não há confirmação sobre o destino delas.
(Com informações da Polícia Civil do Paraná e vídeo do Portal Agora Mandaguari)
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