A prisão dos quatro investigados pelo quádruplo homicídio de Icaraíma, nesta terça-feira (18), abriu uma nova etapa da investigação. Apesar das capturas, a Polícia Civil do Paraná (PCPR) ainda não considera o trabalho concluído e deve apresentar posteriormente mais detalhes sobre a participação de cada investigado no crime.
Entre os presos estão Carlos Henrique Buscariollo e Carlos Eduardo Buscariollo. Durante coletiva realizada pela manhã, o delegado adjunto da 7ª Subdivisão Policial de Umuarama, Leonardo Rodrigues Martinez, afirmou que a polícia já reuniu elementos suficientes para individualizar as condutas dos investigados.
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A divulgação, porém, deverá ocorrer somente depois da continuidade das diligências. “A Polícia Civil tem conhecimento e dados suficientes para tanto”, afirmou Martinez, ao ser questionado sobre a possibilidade de apontar o que cada um dos investigados teria feito no crime.
Segundo o delegado, a análise do material reunido durante os últimos 12 meses ainda não foi concluída. Por isso, a PCPR pretende avançar nas diligências antes de apresentar publicamente a participação atribuída a cada um. “Essa fase de análise de dados ainda não chegou ao seu fim, mas está caminhando para isso”, explicou.
Martinez afirmou que a Polícia Civil deverá divulgar as informações sobre a individualização das condutas em um momento posterior, provavelmente quando o relatório final do inquérito for encaminhado ao Ministério Público.
“Essa publicização vai ser feita em momento posterior, muito provavelmente quando o relatório final do inquérito policial for dirigido ao Ministério Público”, disse.
A cautela também está relacionada ao fato de que as prisões realizadas agora são temporárias e têm finalidade investigativa. Conforme explicado pelo delegado, o prazo é de 30 dias.
Nesse período, a Polícia Civil pretende ouvir testemunhas que ainda não haviam procurado as autoridades por medo de represálias, além de interrogar novamente os presos.
A expectativa é que essas novas diligências possam contribuir para esclarecer pontos que ainda permanecem em aberto.
A investigação também não se limita aos quatro integrantes da família Buscariollo presos nesta terça-feira. A PCPR trabalha com a possibilidade de participação de outras pessoas, de maneira direta ou indireta, e continuará reunindo informações para identificar eventuais envolvidos.
Martinez afirmou que a polícia já conseguiu consolidar elementos relacionados ao núcleo familiar investigado, mas que outras linhas continuam sendo apuradas. “Com certeza teve outros envolvidos”, declarou o delegado durante a coletiva.
Ele explicou ainda que, no entendimento da investigação, autoria não significa necessariamente ter participado fisicamente da execução. A pessoa que eventualmente tenha determinado uma morte também pode ser considerada autora.
“A Polícia Civil vai todos os dias, assim como é até hoje, trabalhar exaustivamente para identificação e responsabilização desses envolvidos”, afirmou.
A investigação contou com uma grande quantidade de informações produzidas ao longo de um ano. Segundo Martinez, foram analisados vários terabytes de dados por equipes especializadas da Polícia Civil.
Nesse trabalho, teve participação importante o Núcleo de Investigação Qualificada, sediado em Pato Branco, no Departamento da Polícia Civil do Interior.
O núcleo auxiliou na análise desse material e, recentemente, chegou a informações sobre o paradeiro de Antônio e Paulo Buscariollo em um sítio na região de Rio das Pedras, no interior de São Paulo.
A informação foi posteriormente confirmada em levantamentos realizados pelo Grupo Tigre. A partir disso, a Polícia Civil conseguiu avançar para o cumprimento das medidas judiciais que resultaram nas prisões.
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Para Martinez, o caso agora caminha para uma etapa de conclusão, mas ainda há diligências a serem realizadas antes do encerramento do inquérito.
A expectativa da Polícia Civil é aproveitar o período das prisões temporárias para aprofundar os interrogatórios, ouvir testemunhas e consolidar as informações que permitam definir a responsabilidade de cada envolvido.
Somente depois dessa etapa a polícia deverá apresentar de forma mais detalhada o papel atribuído a Carlos Henrique, Carlos Eduardo e aos demais investigados.
“Quem sabe ao final eles serem efetivamente responsabilizados”, afirmou o delegado, ressaltando que o inquérito ainda será encaminhado ao Ministério Público para as providências previstas no processo legal.
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