IAT notifica a Sanepar após denúncia de novo despejo de esgoto no Córrego do Veado, em Umuarama. Companhia deverá apresentar plano de ajustamento - Foto: reprodução/Eduardo de Lima/Sky View Creative
O despejo de esgoto no Córrego do Veado, em Umuarama, proximidades da Cachoeira do Ventão, voltou a ser alvo de denúncias. Um morador registrou em vídeo uma alteração na água e publicou as imagens nas redes sociais.
Após a denúncia, o Instituto Água e Terra (IAT) realizou uma vistoria na região da cachoeira do Ventão. O órgão ambiental notificou a Sanepar para prestar esclarecimentos sobre a ocorrência registrada no córrego.
Em reunião realizada nesta segunda-feira (10), IAT e Sanepar discutiram as medidas necessárias para corrigir os problemas identificados. A companhia deverá apresentar, nos próximos dias, um plano de ajustamento de conduta.
Segundo o IAT, o documento terá como objetivo corrigir os problemas relacionados a transbordos na região. O órgão ambiental informou ainda que acompanhará integralmente o processo de adequação.
A possibilidade de uma nova autuação contra a Sanepar também foi levantada após a denúncia. O chefe regional do IAT, Luis Carlos Borges Cardoso, afirmou que a companhia poderá ser multada novamente.
Segundo Cardoso, a aplicação de uma eventual penalidade dependerá do levantamento realizado pelo órgão ambiental. O IAT ainda analisa as informações coletadas durante a vistoria feita no local.
A nova denúncia ganhou repercussão após um vídeo publicado nas redes sociais no sábado (8). O registro foi feito por Eduardo de Lima, da Sky View Creative, responsável por uma denúncia semelhante em fevereiro.
Nas imagens, o denunciante mostra diferenças na coloração da água em dois pontos do Córrego do Veado. Segundo ele, um trecho recebe água aparentemente limpa de uma cachoeira.
Em outro ponto, porém, a água apresenta alteração próxima à estrutura da Sanepar. O registro voltou a levantar questionamentos sobre possíveis despejos de esgoto no córrego.
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Procurada pelo OBemdito, a assessoria de comunicação da Sanepar apresentou outra explicação para o episódio. A empresa informou que recebeu as informações sobre o caso no sábado (8).
Segundo a companhia, o despejo registrado provavelmente estaria relacionado a uma estação de bombeamento. A unidade conta com sensores responsáveis por monitorar o funcionamento das bombas e possíveis extravasamentos.
A Sanepar afirmou que os equipamentos apresentavam funcionamento normal no sábado. Entretanto, técnicos identificaram outro problema durante uma inspeção realizada na manhã desta segunda-feira (10).
De acordo com a empresa, uma rede de esgoto localizada nas proximidades da estação estava obstruída. Resíduos sólidos teriam interrompido o fluxo e direcionado o esgoto para o rio.
A companhia atribuiu o entupimento à ação de maquinário de terceiros. Conforme a Sanepar, pedras e parte de uma tubulação foram arrastadas para dentro de um poço de visita.
Ainda segundo a empresa, os materiais provocaram a obstrução da rede de esgoto. Técnicos realizaram a desobstrução da tubulação e restabeleceram o fluxo adequado do sistema.
O caso agora será acompanhado pelo IAT, que deverá avaliar as circunstâncias da ocorrência. O órgão também analisará os dados levantados para definir eventuais medidas administrativas.
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