A Câmara Municipal de Xambrê deu início nesta segunda-feira (8) à tramitação do pedido de cassação apresentado contra o vereador e presidente licenciado da Casa, Ademir Leite da Silva (PL), conhecido como Ademir Cabeção. A denúncia foi lida durante a sessão ordinária e deverá ser submetida à votação na próxima segunda-feira (15).
O documento foi protocolado pelo morador Francisco Ferreira de Oliveira e pede a instauração de uma comissão processante para apurar possíveis infrações político-administrativas e eventual quebra de decoro parlamentar.
Como Ademir ocupa a presidência do Legislativo e está licenciado do cargo, os trabalhos relacionados à denúncia foram conduzidos pelo vice-presidente da Câmara, Edinalvo Lima Venturi. A leitura do pedido ficou a cargo do 2º secretário, Adriano Cardozo da Silva.
Durante a sessão, foram apresentados os principais argumentos da denúncia, que cita a situação judicial do vereador, atualmente considerado foragido da Justiça, além de episódios anteriores envolvendo investigações por embriaguez ao volante, resistência, ameaça e descumprimento de medida protetiva.
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Segundo o documento, a permanência de Ademir no mandato seria incompatível com a função pública diante da repercussão dos fatos e da relevância institucional do cargo que ocupa no Legislativo municipal.
Ao comentar o andamento do caso, o vice-presidente destacou que a Câmara seguirá rigorosamente os procedimentos previstos na legislação e no Regimento Interno da Casa. Ele afirmou que a denúncia foi distribuída aos vereadores e que, por exigência regimental, a votação sobre o recebimento ocorrerá apenas na próxima sessão ordinária.
Caso a maioria dos parlamentares aprove o prosseguimento da denúncia no dia 15, será formada uma comissão processante composta por três vereadores sorteados entre os membros aptos a participar do procedimento. O grupo ficará responsável pela condução dos trabalhos, análise dos fatos e garantia do direito de defesa do denunciado.
Ademir Cabeção está licenciado do mandato por 40 dias. O afastamento foi aprovado pela Câmara após análise jurídica e regimental. Mesmo assim, o autor da denúncia sustenta que a licença não impede a apuração dos fatos relacionados à conduta do parlamentar.
O vereador é considerado foragido desde o início de maio, quando deixou sua residência durante o cumprimento de um mandado de prisão preventiva expedido pela Justiça da comarca de Xambrê. A ordem judicial foi decretada em investigação relacionada ao suposto descumprimento de medida protetiva. O mandado permanece em vigor.
A defesa do parlamentar já se manifestou anteriormente afirmando que a denúncia se baseia em repercussão política e midiática, sustentando que os fatos ainda dependem de análise definitiva do Poder Judiciário. Os advogados também afirmam que não há acusações relacionadas a corrupção, desvio de recursos públicos ou irregularidades ligadas ao exercício do mandato.
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