Até o momento, apenas dois dos cinco policiais militares presos na Operação Aliança tiveram a liberdade concedida pela Justiça (Foto PMPR)
Dois dos policiais militares presos durante a Operação Aliança, deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) em Umuarama e região, já deixaram a prisão após decisões judiciais que concederam alvarás de soltura.
Conforme informações obtidas pelo OBemdito, nesta segunda-feira (08), por meio de fontes ligadas ao caso e consulta à própria ação penal, foram beneficiados com a medida os policiais militares Tiago Franceschetti Bellio e Dário Fernando Corrêa.
A reportagem apurou que os alvarás foram obtidos pelas respectivas defesas. O advogado Eduardo Miléo, responsável pela defesa de Tiago Franceschetti Bellio, confirmou a soltura do cliente.
Já o advogado Erick Costa, que atua na defesa de Dário Fernando Corrêa, foi procurado pela reportagem, mas informou que não irá se manifestar sobre o caso neste momento.
Até o momento, não há confirmação judicial de liberdade para os demais alvos presos na operação. Por isso, não procede a informação de que todos os cinco policiais militares investigados já teriam sido soltos.
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A Operação Aliança foi deflagrada pelo Gaeco em 25 de junho e teve como alvo policiais militares suspeitos de envolvimento em um esquema de contrabando e descaminho com atuação em Umuarama e cidades da região.
Na ocasião, foram cumpridos cinco mandados de prisão preventiva, além de ordens de busca e apreensão, buscas pessoais e afastamentos de função. Os investigados são os policiais da ativa Tiago Franceschetti Bellio, Dário Fernando Corrêa e Everton de Oliveira Souza, além dos policiais da reserva Geneci da Silva Lage e Clemente Galvão de Almeida.
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Segundo o Gaeco, o grupo é suspeito de prestar suporte à entrada irregular de mercadorias no país, especialmente celulares e cigarros eletrônicos. As investigações apontam que os envolvidos teriam atuado em diferentes funções dentro da estrutura investigada, incluindo transporte de cargas, apoio logístico e repasse de informações consideradas sensíveis.
Durante a operação, equipes cumpriram mandados em Umuarama, Iporã e Icaraíma, com apoio da Polícia Federal, da Corregedoria da Polícia Militar e do 25º Batalhão da Polícia Militar. Também foram apreendidos celulares, documentos, armamentos, equipamentos operacionais e outros materiais que seguem sob análise dos investigadores. O processo tramita sob sigilo e as investigações continuam em andamento.
(Com imagens e informações do MPPR)
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