Uma mulher de 37 anos foi encontrada morta dentro da própria residência na madrugada deste domingo (7), em Perobal. O caso mobilizou equipes da Polícia Militar, Polícia Civil e Polícia Científica e terminou com dois homens encaminhados à Delegacia de Polícia para esclarecimentos.
A vítima foi identificada pelas iniciais K.S.M. O corpo foi localizado em um quarto da residência, já sem sinais vitais, coberto por uma manta e caído no chão.
A ocorrência teve início após uma ligação ao telefone de emergência 190. O chamado partiu da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Perobal, onde um homem identificado como T.S.B., de 26 anos, procurava ajuda para socorrer sua convivente, que, segundo ele, havia sido vítima de esfaqueamento.
Quando os policiais chegaram à unidade de saúde, T.S.B. relatou que a mulher estava ferida em casa e informou que já estava no local havia aproximadamente uma hora tentando obter atendimento.
Segundo a Polícia Militar, uma enfermeira informou que a UPA não realizava atendimentos externos. Questionada sobre o acionamento do Samu, ela afirmou que o serviço não havia sido chamado.
Diante da situação, os policiais entraram em contato com a equipe de atendimento médico mais próxima, que se prontificou a prestar socorro. Na sequência, a enfermeira informou que iria até o local e realizou contato com o Samu, cancelando a ambulância que já havia sido mobilizada.
Ao chegarem à residência, os policiais constataram que a mulher já estava morta. Os órgãos competentes foram acionados para os trabalhos periciais e demais procedimentos legais.
Em depoimento inicial, T.S.B. afirmou que estava ingerindo bebida alcoólica com a vítima na sala da residência quando um homem identificado como E.S.C., de 30 anos, teria invadido o imóvel armado com uma faca. Conforme o relato, o invasor passou a desferir golpes contra a mulher.
T.S.B. declarou ainda que tentou impedir a agressão e entrou em luta corporal com o suspeito, mas não conseguiu evitar que a vítima fosse atingida. Após o ataque, E.S.C. teria fugido do local. No entanto, os policiais observaram que não havia lesões ou marcas aparentes no corpo de T.S.B. que indicassem uma luta corporal recente.
Ainda conforme sua versão, após o crime ele teria seguido o suspeito até um bar da cidade, onde o encontrou sendo agredido por outras pessoas e ficando ferido. Em seguida, foi até a residência de sua mãe e posteriormente procurou atendimento no UPA para pedir socorro à convivente.
Durante as diligências, E.S.C. compareceu ao próprio UPA em busca de atendimento médico. Após receber os cuidados necessários, ele foi encaminhado pela equipe policial à 7ª Subdivisão Policial (SDP) de Umuarama.
As investigações ganharam novos elementos durante a perícia realizada na residência. No banheiro do imóvel foi encontrada uma calça com vestígios de sangue. Segundo T.S.B., a peça seria dele e teria sido trocada após o esfaqueamento.
Outro detalhe chamou a atenção dos peritos. Durante a análise do corpo, foram encontradas duas lâminas cravadas na região do pescoço da vítima. T.S.B. afirmou que acreditava existir apenas uma faca e relatou que tentou retirar uma delas.
Questionado sobre o aparelho celular da mulher, ele declarou que o objeto teria sido levado por E.S.C. após o crime. Além disso, os peritos apontaram que a rigidez cadavérica observada no corpo indicava que a morte possivelmente havia ocorrido muitas horas antes do acionamento da Polícia Militar, circunstância que levantou dúvidas sobre a cronologia apresentada pelos envolvidos.
Diante das contradições verificadas nos relatos e dos elementos encontrados durante a investigação inicial, os policiais decidiram encaminhar tanto E.S.C. quanto T.S.B. à 7ª SDP de Umuarama para os procedimentos de Polícia Judiciária.
O caso segue sob investigação para esclarecer a dinâmica do crime e a participação de cada um dos envolvidos.
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