Foto: MPSC
A Operação Gabarito em Branco, deflagrada na manhã desta terça-feira (2) pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco), cumpriu um dos mandados de busca e apreensão em Umuarama. A investigação apura supostas fraudes na organização, elaboração e resultados de concursos públicos e processos seletivos realizados no município de Maracajá, em Santa Catarina.
Ao todo, foram cumpridos 14 mandados de busca e apreensão expedidos pelo 25º Juízo das Garantias do Tribunal Regional Eleitoral de Santa Catarina. As ordens judiciais foram executadas nos municípios catarinenses de Maracajá e Meleiro, além de Cascavel e Umuarama, no Paraná.
A operação conta com apoio do Gaeco do Ministério Público do Paraná no cumprimento das medidas judiciais fora de Santa Catarina.
De acordo com o Ministério Público de Santa Catarina, a investigação teve início para apurar possíveis irregularidades em concursos públicos realizados em 2023 e em um processo seletivo promovido em 2024 pela Prefeitura de Maracajá.
Segundo os investigadores, o município contratou, por dispensa de licitação, um instituto com sede em Cascavel para a realização dos certames.
Com o avanço das apurações, o Gaeco identificou elementos que indicariam a possível prática de crime eleitoral relacionado aos fatos inicialmente investigados.
As medidas cumpridas nesta terça-feira têm como objetivo apreender documentos, equipamentos e outros elementos que possam auxiliar na confirmação das suspeitas e na identificação de todos os envolvidos no suposto esquema.
Entre os alvos da investigação estão pessoas físicas e a empresa responsável pela realização dos concursos e do processo seletivo.
Todo o material recolhido será encaminhado para análise pericial da Polícia Científica de Santa Catarina, que participa da operação prestando apoio técnico para garantir a preservação das evidências.
Segundo o Gaeco, o nome “Gabarito em Branco” faz referência a uma suposta prática que teria sido utilizada pelos investigados para favorecer aprovações em concursos públicos.
A investigação segue sob sigilo judicial. De acordo com o Ministério Público, novas informações poderão ser divulgadas após eventual publicidade dos autos.
(Com informações MPSC)
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