Foto: Reprodução
A Delegacia de Homicídios de Maringá concluiu o inquérito que apura a morte de Nelson de Souza Pedro, de 48 anos, assassinado a facadas dentro de um apartamento na Zona 7 da cidade. O principal suspeito do crime é o advogado criminalista Rodrigo Gawlinski, de 32 anos, que atuava na defesa da vítima em um processo judicial.
A conclusão da investigação foi confirmada nesta quinta-feira (28) pelo delegado Adriano Garcia. Segundo a Polícia Civil, o advogado foi indiciado por homicídio qualificado e teve a prisão preventiva decretada pela Justiça.
De acordo com o delegado, o inquérito reuniu imagens de videomonitoramento e laudos periciais produzidos durante as investigações.
“A DH concluiu o inquérito policial em desfavor do advogado Rodrigo Gawlinski, autor do homicídio qualificado contra Nelson de Souza Pedro. Foram juntadas as gravações de videomonitoramento, bem como laudos periciais. O laudo de necropsia evidencia as diversas facadas, inclusive lesões decorrentes de autodefesa”, afirmou Adriano Garcia.
O homicídio aconteceu na noite de 19 de maio, em um apartamento localizado na Rua Tietê, na Zona 7 de Maringá.
Conforme o boletim da Polícia Militar, equipes foram acionadas após denúncias de um esfaqueamento no imóvel.
Ao chegarem ao local, os policiais conversaram inicialmente com a filha da vítima, que apontou Rodrigo Gawlinski como principal suspeito do ataque.
Segundo o registro policial, o advogado foi encontrado caído sobre Nelson de Souza Pedro, que ainda apresentava sinais vitais naquele momento.
A PM informou ainda que o suspeito teria reagido às ordens policiais, entrando em luta corporal com os agentes. Por causa do estado de agressividade, foi necessário o uso de algemas para contê-lo.
Duas mulheres que estavam no apartamento disseram à polícia que ouviram gritos, discussões e sons de agressão física vindos do cômodo onde vítima e suspeito estavam.
Segundo os depoimentos, Rodrigo teria pegado uma faca e iniciado os golpes contra Nelson. Uma das testemunhas afirmou que tentou interromper o ataque utilizando uma panela para afastar o agressor.
As investigações também apontaram que advogado e cliente mantinham contato frequente desde abril, período em que Rodrigo atuava na defesa de Nelson em um processo relacionado à violência doméstica.
Testemunhas ainda relataram possível uso de drogas durante encontros entre os envolvidos, incluindo cocaína, crack, maconha e ritalina. No entanto, a Polícia Militar destacou que as informações são baseadas em depoimentos e ainda não há confirmação pericial sobre eventual consumo.
Após ser contido pelos policiais, Rodrigo Gawlinski apresentou um quadro convulsivo e recebeu atendimento do Samu e do Corpo de Bombeiros.
Segundo a Polícia Civil, ele permanece hospitalizado em estado grave desde a ocorrência.
O apartamento foi isolado para o trabalho da Polícia Científica, enquanto a Delegacia de Homicídios assumiu as investigações do caso, agora concluídas.
(Com informações GMC)
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