Umuarama

Entre humor e tendências, empreendedores transformam loja em fenômeno nas redes; vídeo

No meio da enxurrada diária de vídeos que disputam atenção nas redes sociais, dois jovens empresários de Umuarama descobriram que criatividade, espontaneidade e bom humor podem valer tanto quanto qualquer campanha milionária de publicidade.

Foi assim que Rodrigo Lanutte e Felipe Delfino, ambos de 32 anos, transformaram a Paradize Store em um fenômeno local nas redes sociais e, sem perceber no início, acabaram se tornando personagens conhecidos da cidade.

“Às vezes estávamos no mercado e alguém comentava que éramos os meninos dos vídeos”, lembra Rodrigo, entre risos. “No shopping também acontecia muito. As pessoas reconheciam a gente pelos conteúdos.”

A repercussão veio de forma natural. Em vez de apostar apenas em fotos tradicionais de roupas ou campanhas engessadas, o casal decidiu aproximar o público da rotina da loja usando vídeos leves, rápidos e descontraídos, acompanhando o ritmo acelerado das plataformas digitais.

Em uma internet cada vez mais competitiva, onde milhares de marcas disputam segundos de atenção do consumidor, a autenticidade acabou se tornando diferencial. E foi justamente isso que fez a Paradize Store ganhar espaço.

Com vídeos leves, espontâneos e cheios de personalidade, Rodrigo Lanutte e Felipe Delfino conquistaram o público de Umuarama e fortaleceram a marca da Paradize Store

Os vídeos passaram a misturar tendências virais, humor cotidiano, moda acessível e a personalidade espontânea dos próprios empresários. Alguns conteúdos acabaram viralizando entre moradores de Umuarama e região, como os vídeos “Look para o Job” e “Gretchen”, que alcançaram grande repercussão nas plataformas.

Mais do que vender roupas, os conteúdos começaram a criar identificação. “O marketing é a alma do negócio. A gente conseguiu transformar isso em algo leve, divertido e natural”, afirma Felipe.

A trajetória da loja começou de maneira simples, a partir do desejo do casal de construir o próprio negócio. Segundo eles, o incentivo familiar foi fundamental para tirar o projeto do papel.

Com o crescimento das vendas online, veio também a percepção de que apenas anunciar produtos já não era suficiente. As redes sociais mudaram a lógica do comércio moderno.

Hoje, especialmente no varejo de moda, as marcas não disputam apenas preço ou qualidade. Elas disputam conexão, linguagem e presença constante no cotidiano das pessoas.

Entre tendências, humor e autenticidade, empresários mostram que o marketing vai muito além da venda: é sobre criar identificação com as pessoas

E isso exige criatividade quase diária. Os algoritmos mudam rápido. As tendências duram pouco. Os vídeos precisam chamar atenção nos primeiros segundos. O público quer entretenimento, proximidade e identificação antes mesmo de pensar em comprar.

Nesse cenário, o improviso espontâneo muitas vezes funciona melhor do que campanhas excessivamente produzidas. Foi exatamente esse caminho que Rodrigo e Felipe seguiram.

“A gente está sempre estudando o mercado e buscando novas formas de divertir e aproximar o público”, explica Rodrigo.

Ao mesmo tempo em que cresceram nas redes, os empresários afirmam que nunca deixaram de lado aquilo que consideram essencial para manter os clientes próximos, o atendimento.

“Mais do que o vídeo, acreditamos que atender bem faz toda a diferença. Tanto no presencial quanto no online”, afirma Felipe.

A identificação do público acabou refletindo diretamente no posicionamento atual da marca. A Paradize Store agora passa por uma reformulação para oferecer peças com preço máximo de até R$ 50, buscando ampliar o acesso à moda e atender pedidos frequentes dos próprios consumidores.

Enquanto isso, os vídeos continuam surgindo entre uma tendência viral e outra. Sem grandes roteiros. Sem fórmulas prontas.

Apenas com algo que as redes sociais passaram a valorizar cada vez mais em tempos de excesso de informação, pessoas reais conseguindo transformar criatividade em conexão.

(Com imagens cedidas gentilmente pela Paradize Store)

Rudson de Souza

Jornalista formado pela Universidade Norte do Paraná (Unopar) e historiador pela Universidade Paranaense (Unipar), construiu sua trajetória entre o jornalismo impresso e o digital, com atuação em diferentes editorias e dedicação à reportagem, à investigação jornalística, à apuração rigorosa e ao relacionamento com fontes. Também possui especializações em Toolkit de IA para News, pela Google News Initiative, e em Storytelling e Técnicas de Apresentação: Conceitos Gerais de Comunicação, pela Fundação Getulio Vargas (FGV).

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