Paraná

Operação combate fraude no seguro-desemprego que pode chegar a R$ 8 milhões

A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quarta-feira (6), a operação Labor Fictus, com o objetivo de desarticular um esquema de fraudes na concessão do seguro-desemprego.

A ação contou com a participação do serviço de inteligência do Ministério do Trabalho e Emprego. As investigações apontam que os envolvidos utilizavam a estrutura de empresas de contabilidade para realizar registros falsos de vínculos empregatícios em nome de terceiros.

Com isso, os suspeitos solicitavam de forma irregular o pagamento do benefício ao Governo Federal.

De acordo com a Polícia Federal, o prejuízo aos cofres públicos poderia ultrapassar R$ 8 milhões, caso todos os pedidos fraudulentos fossem efetivados.

Durante a operação, foram cumpridos dez mandados de busca e apreensão nas cidades de Maringá, Marialva, Paranaguá e Curitiba, no Paraná, além de Santana de Parnaíba, em São Paulo.

As investigações seguem em andamento para identificar todos os envolvidos e dimensionar o alcance do esquema.

Operações Pligma e Escriba

A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quarta-feira (6), as operações Pligma e Escriba, com o objetivo de desarticular organizações criminosas envolvidas em golpes contra clientes da Caixa Econômica Federal.

As investigações apontam a atuação de um grupo composto por cerca de 11 suspeitos, ligado a pelo menos 16 fraudes em agências bancárias de diversas cidades do Paraná.

Entre os municípios atingidos estão Paranavaí, Ponta Grossa, Pitanga, Apucarana, Londrina, Sarandi, Guarapuava, Ivaiporã, Mamborê, Campo Mourão, Arapongas e Engenheiro Beltrão.

Durante a operação, estão sendo cumpridos dez mandados de busca e apreensão e dez de prisão preventiva nas cidades de São Paulo e Osasco.

Segundo a Polícia Federal, o grupo utilizava um método que combinava tecnologia e engano direto às vítimas. Os criminosos instalavam, geralmente aos finais de semana, dispositivos para retenção de cartões em caixas eletrônicos.

Em seguida, fixavam adesivos nos terminais com um número 0800 falso, orientando os clientes a entrarem em contato em caso de problemas.

Quando o cartão ficava preso, a vítima ligava para o número indicado e era atendida por um integrante da quadrilha, que se passava por funcionário da instituição e induzia o cliente a informar a senha.

Ao mesmo tempo, outro membro do grupo retirava o cartão do equipamento. Com o cartão e a senha em mãos, os criminosos realizavam saques, transferências e compras virtuais.

Polícia Federal segue com as investigações para identificar outros envolvidos e dimensionar o prejuízo causado pelo esquema.

(Com informações da Polícia Federal)

Rudson de Souza

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