Cotidiano

Polícia faz buscas por primas desaparecidas na zona rural de Paranavaí; com vídeo

Equipes policiais seguem as buscas por duas primas desaparecidas e, nesta segunda-feira (4) concentraram esforços na zona rural de Paranavaí. Stella Dalva Melegari Almeida e Letycia Garcia Mendes, ambas de 18 anos, desapareceram no dia 20 de abril.

Moradoras em Jussara, na região Noroeste do Paraná, elas informaram às famílias que sairiam para uma festa e não fizeram mais contato desde então. O principal suspeito é Clayton Antonio da Silva Cruz, de 39 anos.

As investigações iniciais tratavam o caso apenas como desaparecimento. No entanto, devido ao tempo que já se passou e às provas que a Polícia Civil (PCPR) encontrou, a linha de investigação agora é de homicídio.

Equipes da PM e da PCPR realizaram buscas em uma estrada que liga Paranavaí a Mirador – Foto: Plantão Maringá

Nesta segunda-feira, uma operação conjunta reuniu equipes da Polícia Militar (PM) e a PCPR em uma estrada rural que liga os municípios de Paranavaí e Mirador. Nas buscas, os agentes utilizam drones e equipamentos do setor de inteligência para analisar a área.

A força-tarefa foi montada após informações indicarem que as vítimas supostamente estiveram naquela região. A princípio, os policiais encerraram os trabalhos do dia sem encontrar vestígio das primas desaparecidas.

Os policiais devem seguir com as diligências e realizar novas buscas em áreas da região.

Foto: Plantão Maringá

Desaparecimento das primas

As jovens desapareceram na noite de 20 de abril, ou seja, há 14 dias. Moradoras em Jussara, elas informaram às famílias que sairiam para uma festa em Porto Rico e não fizeram mais contato desde então. O caso tem mobilizado forças de segurança, que realizam diligências e investigações em busca das primas desaparecidas.

De acordo com o boletim de ocorrência, o último contato com familiares ocorreu quando as duas ainda estavam em uma residência. Na sequência, elas relataram que seguiriam para a festa. A partir desse momento, não houve novas mensagens, ligações ou qualquer tipo de comunicação.

As duas foram vistas pela última vez na cidade de Cianorte. Elas teriam entrado em uma caminhonete de cor escura conduzida pelo suspeito, supostamente a caminho de Porto Rico.

A família registrou o boletim de ocorrência apontando o sumiço no dia 23 de abril. No entanto, as autoridades policiais fizeram um rastreamento digital. Este revelou que o último registro de atividade online delas ocorreu na madrugada do dia 21, data em que se perdeu qualquer atualização sobre o paradeiro das jovens.

Imagens de câmeras de segurança passaram a integrar o inquérito e mostram uma caminhonete seguindo em direção ao local onde ocorreria o evento. No interior do veículo havia duas pessoas. A PCPR reuniu relatos de que o automóvel pertence ao empresário que teria oferecido carona às moças naquela noite.

O ponto central da investigação neste momento é justamente esclarecer o que aconteceu após esse deslocamento. O fato de o empresário também estar desaparecido levanta questionamentos e amplia o campo de apuração das autoridades, que trabalham para reconstruir os últimos passos das primas desaparecidas.

Clayton Antonio da Silva Cruz tem as alcunhas de ‘Sagaz’ ou ‘Dog Dog’ – Foto: PCPR

Quem é o suspeito

A PCPR divulgou que o principal suspeito é Clayton Antonio da Silva Cruz, de 39 anos, conhecido como ‘Sagaz’ ou ‘Dog Dog’. Ele possui extensa ficha policial, com registro de pelo menos 30 boletins de ocorrência. Entre os crimes atribuídos a Clayton estão tráfico de drogas e roubo, inclusive o assalto à residência do prefeito de Cambira, em 2022. Na ocasião, os criminosos renderam as vítimas e as mantiveram sob ameaça por cerca de quatro horas.

De acordo com a Polícia Civil, ele utilizava identidade falsa para dificultar sua localização. A Justiça expediu um mandado de prisão em desfavor de Clayton e, atualmente, ele é considerado foragido.

Denúncias e informações

A polícia reforça que a população pode repassar qualquer informação que contribua com a localização das primas que estão desaparecidas. Além disso, a comunidade pode denunciar o paradeiro do empresário. As denúncias são anônimas e podem ser feitas através dos telefones 190 ou 181.

(OBemdito com informações da PCPR, GMC Online, Plantão Maringá e TNOnline)

Jaqueline Mocellin

Olá, eu sou Jaqueline Mocellin e trabalho no site OBemdito desde dezembro de 2016. Atuo como jornalista e editora. Sou formada em jornalismo pela Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), pós-graduada em Comunicação, Educação e Artes pela Unipar/Cascavel e atualmente curso Direito na UniAlfa Faculdade. Estou sempre em busca da emoção que o jornalismo pode proporcionar. Sou apaixonada pela minha profissão, levo muito a sério a ética de trabalho e a correta apuração dos fatos.

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