Foto: reprodução
O prefeito de Altônia, Diego Pergo, usou as redes sociais nesta quinta-feira, 23, para esclarecer a operação do Gaeco realizada no município. A ação ocorreu pela manhã e mobilizou equipes no setor administrativo da prefeitura.
Segundo o prefeito, a investigação não tem como alvo a administração municipal. Ele afirmou que o foco é uma empresa que prestava serviços à prefeitura e a outros municípios do Paraná.
“Eu acho que é onde a informação chega, a desinformação não reina, ela não prevalece”, disse. “De fato, o Gaeco esteve aqui no município nesta manhã por conta de uma empresa que está sendo investigada.”
De acordo com o prefeito, a empresa investigada atuava em mais 12 municípios do estado. Ele reforçou que a apuração não envolve diretamente o município, mas sim a atuação da prestadora de serviços.
“O alvo das investigações não é o município de Altônia, e sim a empresa que prestava serviço aqui”, afirmou. “O Gaeco teve acesso ao setor de contratos, recolheu documentos para apuração dos fatos.”
O vice-prefeito Alisson Rezende também destacou a importância de esclarecer a situação à população. Ele reforçou que a investigação não tem relação direta com a prefeitura e pediu atenção às informações divulgadas.
A administração informou que iniciou ainda no começo do ano o processo de rescisão contratual com a empresa. A medida ocorreu após o descumprimento de cláusulas previstas no contrato firmado com o município.
“É importantíssimo frisar que o alvo da investigação é a empresa citada e não a prefeitura”, disse. “O que for fora disso são informações inverídicas.”
A gestão municipal afirmou que segue colaborando com as investigações. O objetivo, segundo a prefeitura, é garantir transparência e manter a confiança da população nos serviços públicos.
O núcleo de Umuarama do Gaeco, ligado ao Ministério Público do Paraná, realizou na manhã desta quinta-feira (23) uma operação para apurar irregularidades em contratações públicas em Altônia (PR).
Batizada de Operação Chimera, a ação investiga suspeitas de manipulação em processos licitatórios voltados à contratação de serviços terceirizados, além de possíveis desvios na execução desses contratos.
Durante o cumprimento das ordens judiciais, equipes estiveram em endereços em Altônia e também em Candói. Foram realizadas buscas em imóveis e abordagem pessoal, resultando na apreensão de celulares, documentos e anotações que agora passam por análise.
Dois empresários são alvos da investigação e, por decisão judicial, não poderão firmar novos contratos com o poder público enquanto o caso estiver em andamento.
O material recolhido deve auxiliar no aprofundamento das apurações sobre possíveis práticas de fraude em licitações e uso indevido de recursos públicos.
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