Investigação aponta uso de identidade falsa para obter dinheiro e prestígio político (Foto Rede Social)
Preso na última sexta-feira (17) em um hotel de São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba, Evandro Dal Molin é suspeito de aplicar golpes que teriam causado prejuízo superior a R$ 350 mil. Segundo a investigação, ele se apresentava como secretário do governador Ratinho Junior para ganhar credibilidade.
De acordo com a delegada El Santos de Freitas Cavalcanti, o investigado pode responder por crimes como estelionato, falsificação de documentos públicos e particulares, usurpação de função pública e lavagem de dinheiro.
“Era um sistema complexo. Nós identificamos, nesse momento, duas espécies de vantagem: a primeira, vantagem econômica; e a segunda, a vantagem de prestígio político e social nas comunidades aqui do Paraná e até de outros estados”, afirmou.
As investigações indicam que o suspeito utilizava a falsa posição no governo para acessar autoridades e instituições. Ele se apresentava como integrante da gestão estadual em encontros com prefeitos, vereadores e entidades assistenciais.
“Verificamos que ele se apresentava como secretário do governador, inclusive com publicações próprias agradecendo ao governador pelo convite para permanecer na secretaria”, disse a delegada.
Segundo a Polícia Civil, a construção dessa imagem vinha sendo feita há pelo menos seis anos. Nas redes sociais, o investigado divulgava participação em eventos públicos, associava seu nome a projetos sociais e alegava intermediar a liberação de recursos para instituições.
“Ele se consolidava como uma figura pública e, a partir disso, muitas pessoas acreditavam que estavam diante de um agente político. Havia falsificação de documentos que facilitavam o engano”, explicou.
A apuração aponta que diversas vítimas foram envolvidas, muitas delas convencidas pela aparência de legitimidade construída ao longo do tempo.
Além disso, o suspeito chegou a lançar uma pré-candidatura a deputado federal, reforçando a imagem de liderança política.
“Ele buscava pessoas, inclusive em situação de vulnerabilidade, e utilizava toda essa estrutura para fomentar até mesmo uma pré-candidatura”, afirmou a delegada.
No momento da prisão, ele estava prestes a deixar o hotel acompanhado do filho. A Justiça também determinou o bloqueio de contas e o sequestro de bens, ainda não localizados. A polícia investiga possível uso de uma entidade religiosa ligada à família para movimentação de valores.
O Governo do Paraná informou, por meio de nota, que o investigado nunca fez parte da administração estadual e não possui qualquer vínculo oficial, reforçando que ele não tinha autorização para representar o poder público.
Evandro Dal Molin permanece preso e à disposição da Justiça.
(Com informações da Banda B)
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