Foto: Assessoria PMU
Pequenas no tamanho, mas grandes na importância ecológica, as abelhas têm inspirado aprendizados dentro e fora da sala de aula. Em Escola Municipal Carlos Gomes, alunos do 5º ano ‘A’ participaram de atividades do Programa Agrinho e decidiram avançar com a criação de um meliponário próprio na unidade escolar.
A experiência começou com uma visita à Fazendinha, no Parque de Exposições Dario Pimenta Nóbrega, em Umuarama. No local, os estudantes conheceram abelhas sem ferrão e aprenderam com professores e alunos da Universidade Estadual de Maringá sobre a importância desses insetos para o meio ambiente.
O contato direto com as espécies despertou curiosidade e encantamento nas crianças. A descoberta da diversidade de abelhas inofensivas reforçou discussões sobre biodiversidade e preservação ambiental. O tema ganhou ainda mais força quando um enxame surgiu no telhado da própria escola.
A presença das abelhas gerou dúvidas entre os estudantes. Eles passaram a questionar por que os insetos apareceram no ambiente escolar e qual a relação deles com áreas urbanas. As perguntas abriram espaço para debates sobre habitat, preservação e convivência com a natureza.
As abelhas foram retiradas do local por um apicultor, já que representavam risco aos alunos. Além desse caso, outras duas colmeias de abelhas Jataí, espécie sem ferrão, foram identificadas no pátio da escola. O episódio reforçou o interesse da turma pelo tema.
Diante das situações, o professor Felipe Henrique Pizzi iniciou um projeto pedagógico com a turma. As atividades passaram a integrar teoria e prática sobre o papel das abelhas nos ecossistemas e sua importância para a polinização.
A experiência se aprofundou com uma visita ao meliponário da UEM no câmpus de Umuarama. No espaço, os alunos observaram diferentes espécies de abelhas nativas e compreenderam como funciona a organização das colmeias e a produção de mel.
O professor Valdir Zucareli conduziu a atividade e apresentou informações sobre o comportamento das abelhas sem ferrão. Ele explicou a importância desses insetos para o equilíbrio ambiental e respondeu às dúvidas dos estudantes de forma prática e acessível.
O aprendizado resultou em uma proposta concreta dentro da escola. Os alunos decidiram criar um meliponário próprio, com orientação docente, transformando o espaço escolar em ambiente de pesquisa e preservação.
Segundo o professor Felipe Henrique Pizzi, a iniciativa amplia o alcance da educação ambiental. “É a educação ambiental além dos portões da escola”, afirmou.
Com informações: Assessoria PMU
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