Revólver e munições que estavam com o médico no momento de sua prisão em flagrante
O médico residente preso na tarde desta quarta-feira (15), após efetuar um disparo de revólver dentro do Hospital Cemil, em Umuarama, pode ter agido sob surto psicótico no momento do crime. A informação ainda não foi confirmada oficialmente, uma vez que as partes envolvidas seguem sendo ouvidas na Delegacia de Polícia Civil.
De acordo com as apurações até o momento, há duas linhas principais de investigação. A primeira aponta para a hipótese de surto no momento da ação. A segunda indica possível motivação por vingança, já que o residente se dirigia ao setor onde deveria assinar formalmente uma advertência por má conduta dentro da instituição.
Foi nesse contexto que ele sacou a arma e efetuou o disparo. O tiro, no entanto, não atingiu o alvo pretendido, um médico preceptor responsável pela residência, e acabou acertando uma paciente de 58 anos. Segundo o Hospital Cemil, a mulher foi ferida de raspão na cabeça, recebeu atendimento imediato e não corre risco de vida.
As informações levantadas indicam ainda que a advertência já havia sido comunicada ao residente um dia antes, o que pode reforçar a hipótese de premeditação, caso se confirme a linha de vingança.
Em entrevista à imprensa, o tenente Miliorini, do 25º Batalhão da Polícia Militar, confirmou que o autor é um residente que atuava como interno no hospital e detalhou a ocorrência. “A provável motivação é que ele queria acertar um médico, mas acabou errando o disparo e atingindo a paciente”, afirmou.
O oficial também destacou a quantidade de munições apreendidas com o suspeito. “A arma foi apreendida, um revólver calibre .32, com seis munições, sendo três deflagradas e três intactas. E no bolso dele havia mais 17 munições intactas e duas deflagradas”, relatou.
Após o disparo, o residente fugiu do hospital, provocando momentos de tensão entre pacientes, acompanhantes e profissionais de saúde. A Polícia Militar foi acionada e iniciou buscas com base nas características do suspeito.
O homem foi localizado pouco tempo depois, nas proximidades da Guarda Municipal, no momento em que tentava roubar um veículo para deixar a cidade. Durante a tentativa de fuga, ele também teria efetuado novos disparos.
Segundo a Polícia Militar, o residente não apresentou justificativa para o crime no momento da abordagem e não colaborou com as equipes. Até agora, não há confirmação oficial sobre eventual diagnóstico ou condição de saúde mental.
OBemdito ouviu um colega do residente, que estudou com ele na Universidade Estadual do Mato Grosso do Sul, em Campo Grande. Sob condição de anonimato, ele afirmou que o profissional apresentaria um quadro de doença mental e que a situação exige atenção especializada. “Ele precisa de tratamento”, declarou.
A Polícia Civil instaurou inquérito para apurar a motivação do caso, a origem da arma, o estado mental do autor e a sequência dos acontecimentos dentro e fora do hospital. O Hospital Cemil informou, em nota, que colabora com as investigações e segue prestando assistência à paciente atingida.
O residente deve responder por tentativa de homicídio, lesão corporal, disparo de arma de fogo e roubo de veículo, entre outros possíveis crimes.
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