Foto: Colaboração
Moradores do Parque Cidade Jardim, em Umuarama, denunciaram possíveis casos de maus-tratos a animais dentro do condomínio. Os relatos foram encaminhados à redação do OBemdito. Segundo uma moradora, a proximidade com o cemitério favorece o abandono de gatos, que acabam acolhidos como animais comunitários pelos próprios residentes.
Esses gatos recebem cuidados de parte dos moradores, que instalam casinhas e fornecem ração regularmente. No entanto, a prática gera conflito interno no condomínio. Alguns moradores demonstram insatisfação com a presença dos animais nas áreas comuns, o que intensificou o debate sobre convivência e responsabilidade coletiva.
Há cerca de 15 dias, um gato foi encontrado com ferimentos graves na cabeça dentro do condomínio. O animal foi socorrido por moradores e levado a uma clínica veterinária da cidade. Segundo avaliação, o ferimento indica agressão por objeto contundente, já que não havia lesões no restante do corpo.
Nesta quinta-feira, 2, outros dois gatos foram encontrados mortos, com suspeita de envenenamento. Além disso, moradores relataram o desaparecimento de gatos comunitários conhecidos na região. Os casos aumentaram a preocupação entre os protetores, que pedem apuração rigorosa dos fatos.
Os moradores que cuidam dos animais cobram da administração do condomínio uma investigação. Eles solicitam a análise de imagens de câmeras de segurança para identificar possíveis responsáveis. Também pedem esclarecimento sobre se os casos ocorreram dentro ou fora do condomínio.
OBemdito entrou em contato com a Associação dos Moradores do Parque Cidade Jardim. O presidente Carlos Vendrame informou, em nota, que não há provas ou evidências de que moradores tenham praticado maus-tratos contra os animais.
Segundo a associação, a diretoria segue orientações para garantir a convivência adequada com os animais. O responsável pelo setor de animais da Prefeitura esteve no local a pedido do Ministério Público. Ele percorreu as ruas, coletou informações e registrou imagens de comedouros e bebedouros instalados pelos moradores.
A entidade afirma que não há confirmação de maus-tratos dentro do condomínio. Também destaca que o problema de animais soltos é recorrente em toda a cidade. A associação aponta limitações estruturais da Saau, que enfrenta alta demanda e restrições de espaço e recursos.
A diretoria informou ainda que já discutiu medidas de controle populacional de animais, especialmente gatos. A proposta inclui captura de animais sem tutor, encaminhamento à Saau para avaliação e possível castração, com posterior devolução ao local.
Segundo a associação, parte dos protetores resiste a essas ações, embora elas não configurem maus-tratos. A entidade lamenta os episódios e reforça a orientação para que tutores mantenham seus animais sob controle, dentro de casa ou acompanhados por guias ao sair.
Diante dos relatos, moradores que cuidam dos gatos comunitários mantêm a cobrança por investigação e pedem transparência na apuração dos casos. Ao mesmo tempo, a Associação de Moradores afirma que não há provas de maus-tratos e reforça a necessidade de regras para convivência.
O cenário expõe um impasse entre proteção animal e gestão do espaço comum, enquanto os casos seguem sem esclarecimento definitivo.
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