Umuarama

Colmeia de abelhas africanizadas preocupa moradores no Jardim São Marcos

Moradores do Jardim São Marcos, em Umuarama, relatam problemas com uma colmeia de abelhas africanizadas. O foco fica na rua Pará, na esquina com a rua Bartira. A presença dos insetos tem afetado a rotina e o sossego da vizinhança.

Segundo os relatos, a situação foi comunicada à Vigilância Ambiental. Equipes foram ao local, isolaram a área e instalaram uma placa de alerta. No entanto, as abelhas permanecem na árvore.

Os moradores afirmam que o ponto fica próximo a um posto de saúde e a uma escola. Uma moradora, que vive em frente à árvore, relata medo constante. Ela evita sair de casa por receio de ser picada.

O que diz a Vigilância Ambiental

OBemdito entrou em contato com a Vigilância Ambiental. A servidora Regiani informou que a equipe atendeu à ocorrência e fez vistoria técnica no local. Segundo ela, os profissionais constataram que as abelhas estão dentro de um oco na árvore.

“Quando fazemos a retirada de abelhas, elas são sugadas para uma caixa, para serem levadas a um ambiente de mata. Porém, quando estão em oco de árvore, não é possível fazer essa sucção”, explicou.

Ela afirmou que, em situações de risco à população, o procedimento pode incluir a eutanásia das abelhas. No entanto, a decisão não cabe à Vigilância Ambiental. A medida depende de autorização de órgãos ambientais.

“Nesse caso específico, fizemos um documento por escrito, com fotos, e encaminhamos ao IAT. O órgão poderia autorizar a eutanásia, porém até o momento não tivemos resposta”, disse.

A servidora reforçou que a área foi isolada e devidamente sinalizada. Ela afirmou que a equipe aguarda retorno para tomar novas providências. A atuação depende de autorização formal dos órgãos competentes.

“Se tivermos autorização do Meio Ambiente ou do IAT, a Vigilância Ambiental realiza o procedimento. Isso vale para casos em logradouros públicos que oferecem risco à população”, afirmou.

Ela também orientou que moradores podem acionar diretamente o IAT em situações semelhantes. Segundo ela, a participação da população pode ajudar a agilizar a análise dos casos.

A reportagem entrou em contato com o Instituto Água e Terra. Até o fechamento desta matéria, não houve retorno do órgão.

Foto: reprodução redes sociais/facebook
Alex Nascimento

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