Cotidiano

Padre é condenado a quase 3 anos de prisão por violação sexual e MPPR pede aumento da pena

A 2ª Vara Criminal de Paranaguá, no Litoral do Paraná, condenou um padre a dois anos e 11 meses de prisão pelo crime de violação sexual mediante fraude. A decisão atende a ação penal movida pelo Ministério Público do Paraná (MPPR), que já anunciou que pretende recorrer para buscar o aumento da pena.

O caso ocorreu em fevereiro de 2022, nas dependências de uma igreja localizada na Ilha dos Valadares. Segundo a sentença, o sacerdote se aproveitou da posição de confiança e da autoridade religiosa para praticar atos de natureza sexual contra a vítima durante um suposto atendimento espiritual, utilizando meios fraudulentos que comprometeram a livre manifestação de vontade da mulher.

A condenação foi fundamentada em um conjunto de provas considerado consistente, incluindo o relato da vítima, depoimentos de testemunhas e documentos, como fotografias do local e imagens de redes sociais da paróquia na época dos fatos.

Teses da defesa rejeitadas

Durante o processo, o juízo rejeitou todas as justificativas apresentadas pela defesa. A alegação de que os atendimentos ocorriam apenas em área aberta da igreja foi descartada com base em fotos e documentos anexados aos autos. Também foi afastada a tese de que havia distanciamento rigoroso devido aos protocolos da Covid-19, já que registros fotográficos indicavam aglomerações.

A negativa de contato físico durante atendimentos religiosos também foi refutada após testemunha de defesa confirmar a ocorrência de toques nos encontros.

Pena e medidas cautelares

Mesmo sendo réu primário, o regime inicial fixado foi o semiaberto, em razão da gravidade concreta da conduta e do abuso da confiança decorrente da função religiosa. A sentença ainda determinou o pagamento de indenização mínima de R$ 1,5 mil à vítima, valor que será corrigido monetariamente.

Atualmente, o padre cumpre medidas cautelares, como entrega do passaporte e afastamento da função religiosa. O descumprimento das restrições pode resultar na decretação de prisão.

Em manifestação, a promotora de Justiça Simone Berci Françolin reforçou que o MPPR recorrerá para aumentar a pena e orientou que vítimas de abusos sob pretexto de orientação espiritual procurem o Ministério Público e façam a denúncia.

Luiz Fernando

Luiz Fernando é estudante de Jornalismo na Universidade Estadual de Londrina e trabalha há três anos no portal OBemdito auxiliando na cobertura de notícias em Umuarama e região.

Recent Posts

Colégio Agrícola de Umuarama recebe 93 alunos em aula prática sobre sustentabilidade

O Colégio Agrícola Estadual de Umuarama recebeu 93 estudantes do 5º ano da Escola Municipal…

15 minutos ago

Polícia Civil prende homem e impede golpe de R$ 150 mil contra idosa no Paraná

A Polícia Civil do Paraná prendeu em flagrante um homem de 54 anos suspeito de…

39 minutos ago

Investigação de assalto levou a polícia até ‘Dog Dog’; vídeo de vítima mostra toda ação

A investigação sobre um violento assalto a uma propriedade rural em São João do Ivaí…

56 minutos ago

Perseguição termina com suspeito morto após carro invadir faculdade no Paraná

Um homem morreu após entrar em confronto com policiais militares do Batalhão de Choque, na…

1 hora ago

Umuarama se prepara para receber 6,5 mil pessoas na fase estadual dos Jojup’s

Umuarama já iniciou os preparativos para receber a Fase Estadual dos Jogos da Juventude do…

1 hora ago

Chuveiro ligado e mau cheiro levam vizinhos a descobrirem idoso morto no PR

Trabalhadores de uma obra vizinha estranharam o chuveiro ligado e o forte odor vindo da…

2 horas ago

Este site utiliza cookies

Saiba mais