Paraná

Menina de 11 anos picada por cobra em balneário de Altônia está bem; vídeo

Uma menina de 11 anos foi picada por uma cobra no último sábado (14), no Balneário Vila Yara, em Altônia, local conhecido como ponto de lazer às margens do Rio Paraná.

Segundo o Hospital Municipal de Altônia, que confirmou e iniciou o atendimento médico, a criança já recebeu alta, está bem e se recupera em casa.

A suspeita é de que a picada tenha sido provocada por uma cobra da espécie conhecida como urutu-cruzeiro.

Inicialmente, a menina foi encaminhada ao hospital do município e, posteriormente, transferida para atendimento em Umuarama.

O OBemdito não conseguiu contato com a família, mas, em um vídeo divulgado pela família nas redes sociais, a criança realata o ocorrido.

Ela afirma que a perna ficou inchada após a picada, mas apresenta fala tranquila e sinais de bom estado geral.

A serpente

A urutu-cruzeiro, nome popular da espécie Bothrops alternatus, é uma das serpentes encontradas nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste do Brasil.

O animal pode apresentar uma marca em formato de cruz na cabeça, característica que originou seu nome popular.

De acordo com o Instituto Butantan, a espécie possui coloração que mistura tons de preto, cinza, marrom e branco, além de marcas ao longo do corpo que lembram ganchos.

Apesar de envolta em crenças populares, o veneno da urutu-cruzeiro não é considerado o mais potente entre as serpentes brasileiras, embora possa causar acidentes graves.

O tratamento indicado nesses casos é a aplicação de soro antibotrópico, disponível na rede pública de saúde.

Estatísticas

Dados da Secretaria de Estado da Saúde mostram que o Paraná registrou 863 acidentes com serpentes em 2025.

A tendência, segundo o órgão, é de aumento durante o verão, período em que calor e umidade favorecem a atividade desses animais.

A maior parte dos casos ocorre na zona rural, que concentra cerca de 80% das ocorrências. Ainda assim, episódios em áreas de lazer e regiões urbanas também são registrados.

A Secretaria orienta que medidas simples podem evitar acidentes, como o uso de botas e luvas em áreas de risco, além da manutenção de terrenos limpos, sem acúmulo de lixo ou entulho.

Em caso de picada, a recomendação é lavar o local com água e sabão, manter a vítima calma e procurar atendimento médico imediato.

Não é indicado fazer torniquetes, cortes ou aplicar substâncias no ferimento.

O Estado conta com uma rede de atendimento com 225 unidades de referência para aplicação de soro antiofídico pelo Sistema Único de Saúde.

Rudson de Souza

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