Foto: Reprodução
Uma mulher é investigada após tentar desligar os aparelhos que mantêm vivo seu ex-companheiro, de 52 anos, internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) de um hospital em Maringá. A vítima está em estado grave após ter sido esfaqueada dias antes durante uma relação sexual
De acordo com as informações apuradas, a mulher foi até o hospital após saber da internação do ex-companheiro e manipulou equipamentos utilizados no tratamento do paciente.
Profissionais de saúde perceberam a ação e acionaram a polícia. Ao ser questionada por uma enfermeira, a mulher afirmou que também trabalhava na área da enfermagem e que estaria ajudando no atendimento.
No dia seguinte, quando ela retornou à unidade de saúde, a polícia foi chamada e a encaminhou para a delegacia.
Durante o depoimento, a mulher afirmou que foi ao hospital para fazer uma oração pelo ex-companheiro e que pressionou um botão apenas para silenciar o alarme de um equipamento, sem saber que isso poderia desligá-lo.
A Polícia Civil investiga o caso. Se ficar comprovada a intenção de provocar a morte do paciente, a suspeita poderá responder por tentativa de homicídio qualificado.
O caso está relacionado ao ataque ocorrido na madrugada de terça-feira (10), em Sarandi, ainda na região de Maringá. Segundo a polícia, outra mulher esfaqueou o homem por volta das 3h30, dentro da casa dele, após uma discussão na Avenida Barcelona.
A vítima sofreu duas perfurações no peito, mas conseguiu sair do imóvel e pedir ajuda a vizinhos, que acionaram o socorro.
Equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), com apoio da Guarda Civil Municipal de Sarandi, prestaram atendimento e encaminharam o homem ao Hospital Santa Rita, onde ele permanece internado em estado grave.
De acordo com as investigações, a discussão começou depois que o homem se recusou a comprar drogas para a suspeita.
Imagens analisadas pela polícia indicam que os dois estavam em um momento íntimo em um sofá antes da agressão. Assista abaixo (ATENÇÃO, CENAS FORTES):
A mulher foi localizada e presa horas depois do ataque. Em depoimento, ela afirmou ao delegado responsável pelo caso que não se lembra do momento da agressão porque estava embriagada.
Segundo o relato, após o ataque ela saiu do local com a motocicleta da vítima. Durante o trajeto, encontrou uma pessoa com uma moto com o pneu furado e afirmou que ofereceu ajuda.
Ela disse que deixou a motocicleta da vítima com essa pessoa e seguiu com o outro veículo.
A polícia recuperou a moto posteriormente. O caso segue sendo investigado como tentativa de homicídio.
(Com informações Plantão Maringá e Banda B)
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