Paraná

Espetáculo circense leva mensagem contra o bullying a estudantes em Douradina

A Escola Municipal Drummond de Andrade, em Douradina, recebeu nesta terça-feira, 10, uma apresentação cultural voltada à conscientização sobre respeito, amizade e convivência entre os estudantes. Cerca de 370 alunos do ensino fundamental participaram da atividade.

O espetáculo “O palhaço, a bailarina e a alegria de estudar” transformou o espaço escolar em um ambiente semelhante a um picadeiro. A proposta utilizou elementos do circo para abordar de forma lúdica temas como bullying e preconceito.

A apresentação faz parte de um projeto da Dandaluna Produções aprovado pela Secretaria de Estado da Cultura. A iniciativa conta com recursos do Programa Estadual de Fomento e Incentivo à Cultura, o Profice, e produção executiva da ABC Projetos Culturais.

História estimula reflexão entre estudantes

O enredo acompanha a chegada de um palhaço e de uma bailarina a uma nova cidade. Animados para fazer amigos, os personagens enfrentam rejeição e precisam lidar com situações de exclusão e preconceito.

A narrativa utiliza humor leve e linguagem acessível ao público infantil. A proposta é estimular reflexões sobre empatia, respeito e convivência dentro do ambiente escolar.

Por meio da encenação, os estudantes acompanham situações que fazem parte do cotidiano de muitas crianças. O espetáculo propõe uma reflexão sobre atitudes que podem afetar a vida de colegas na escola.

Cultura como ferramenta de educação

De acordo com a secretária de Educação de Douradina, Inês Pereira Ribeiro, atividades culturais ajudam os alunos a compreender sentimentos que muitas vezes não conseguem expressar em sala de aula.

“O espetáculo proporciona que os alunos pensem, reflitam, analisem e discutam as regras e papéis sociais, além se expressar espontaneamente sem a necessidade de utilizar códigos para falar das suas experiências e vivencias emocionais”, afirma.

Ela destacou que iniciativas como essa contribuem para ampliar o debate sobre convivência e respeito entre os estudantes.

“Mais do que diminuir os casos de bullying nas escolas, a apresentação permite que as outras crianças compreendam melhor como funciona o universo da criança oprimida”, disse.

Segundo a secretária, ao acompanhar a história de um personagem que sofre exclusão, os estudantes passam a refletir sobre o impacto de atitudes preconceituosas.

“Os estudantes se colocam no lugar do outro, combatendo o preconceito e a intolerância”, afirmou.

Espetáculo une circo e ambiente escolar

A diretora da Dandaluna Produções, Geovana de Abreu Salgueiro, afirmou que o espetáculo busca reforçar a escola como espaço de aprendizado e acolhimento.

“A gente viu nessa mescla da cultura circense com o ambiente escolar uma oportunidade de levar uma mensagem para que as crianças entendam a importância de respeitarem os seus colegas”, disse.

Segundo ela, o espetáculo aborda temas delicados, mas mantém o clima leve e divertido característico do universo circense.

“A gente usa uma linguagem bem sutil e muita criatividade para levar essa mensagem de combate ao bullying e ao preconceito”, afirmou.

Ela explicou que a intenção é despertar valores importantes entre as crianças por meio da experiência artística.

“A ideia é plantar uma sementinha no coração de cada criança para que, no futuro, elas lembrem do circo junto com esses valores”, destacou.

Projeto percorre cidades do Paraná

Após a apresentação, os alunos também receberam um folder educativo. O material explica de forma didática o que fazer em situações de bullying e orienta sobre atitudes de respeito no ambiente escolar.

O espetáculo surgiu no primeiro semestre de 2022 e, em sua primeira edição, percorreu sete municípios do litoral do Paraná.

Em 2025, o projeto realizou 24 apresentações em 12 cidades paranaenses com população de até 20 mil habitantes. Entre elas estão Fernandes Pinheiro, Ivaí, Quatro Barras, Tibagi, Mauá da Serra, Novo Itacolomi e São João do Triunfo.

Também receberam o espetáculo as cidades de Rancho Alegre, Cantagalo, Virmond, Teixeira Soares e Imbaú. Em 2026, o projeto retorna e, além de Douradina, passará por Formosa do Oeste e Antonina.

Alex Nascimento

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