Mudança ocorre devido à escassez global da NPH e começa por grupos prioritários (Foto Rafael Nascimento/Agência Brasil)
Diante de um cenário global de escassez de insulinas humanas do tipo NPH e do risco de desabastecimento na rede pública, o Ministério da Saúde iniciou a transição do tratamento para a insulina glargina, que é um medicamento mais moderno.
A mudança começa de forma gradual em um projeto-piloto que inclui quatro unidades da federação, entre elas o Paraná.
Com a inclusão de municípios paranaenses no programa, a Secretaria Municipal de Saúde de Umuarama passou a orientar pacientes sobre a substituição do medicamento.
A prioridade é para crianças e adolescentes de até 17 anos com diabetes tipo 1 e para idosos com 80 anos ou mais diagnosticados com diabetes tipo 1 ou 2.
A insulina glargina possui ação prolongada, com duração de até 24 horas, e é aplicada apenas uma vez ao dia.
Segundo o coordenador da Divisão Farmacêutica do município, Carlos Gabriel, a característica do medicamento ajuda a manter níveis mais estáveis de glicose no organismo.
“Isso facilita a manutenção dos níveis de glicose do paciente”, explica o farmacêutico. Ele destaca que a transição não será automática e ocorrerá gradualmente, após avaliação individual de cada paciente pela equipe de saúde.
Na rede privada, o tratamento com insulina glargina pode custar cerca de R$ 250 para dois meses. No entanto, pacientes atendidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS) terão acesso ao medicamento gratuitamente.
De acordo com a Secretaria de Saúde, o SUS garante assistência integral às pessoas com diabetes, desde o diagnóstico e o acompanhamento até o tratamento adequado, conforme o quadro clínico de cada paciente. A Atenção Primária à Saúde é a porta de entrada para o atendimento.
O município informou ainda que já recebeu um lote de insulina glargina para pacientes considerados elegíveis.
A substituição da insulina NPH seguirá critérios clínicos e indicação médica, evitando trocas automáticas do medicamento.
Entre as principais indicações prioritárias para a mudança estão casos de hipoglicemias noturnas recorrentes, episódios graves de hipoglicemia documentados, pacientes com diabetes tipo 1 com controle inadequado da glicemia, pessoas com diabetes tipo 2 insulinodependente com grande variabilidade glicêmica e pacientes com alto risco de hipoglicemia.
A implantação do novo tratamento será feita de forma gradual, conforme a elegibilidade dos pacientes e a disponibilidade de estoque.
A equipe da Assistência Farmacêutica do município permanece disponível para esclarecer dúvidas da população.
(Com informações da Prefeitura de Umuarama)
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