Foto: Reprodução/Danilo Martins/OBemdito
A mãe da jovem Vanessa dos Santos Cunha, vítima de feminicídio em Umuarama, afirmou em entrevista que a filha sofria agressões frequentes e vivia com medo do ex-companheiro, que começará a ser julgado nesta quarta-feira (11) pelo Tribunal do Júri de Umuarama. O réu é o policial penal Carlos Adriano Botelho de Assis, acusado de matar a ex-companheira em 2022, quando ela tinha 28 anos.
Ao OBemdito, Rosana Carvalho dos Santos disse que a morte da filha causou forte impacto na família e que espera a condenação do acusado. “Acabou com nós, com a família. Avó, irmã, irmão… Espero que a justiça seja feita. Ele tem que pagar”, afirmou.
Segundo ela, Vanessa sofria agressões constantes durante o relacionamento. A mãe relatou que a jovem chegou a fugir do agressor em algumas ocasiões e buscou ajuda em casas de vizinhos. “Ele batia nela muito. Ela chegava a correr dele e ficava na casa dos vizinhos, com medo”, contou.
A mãe também afirmou que a filha não registrava denúncias por receio de represálias. “Ela não denunciava ele com medo”, disse.
Ainda abalada, a mãe disse que continua sofrendo com a perda da filha. “Eu não durmo, fico pensando. Fiquei muito sentida”, declarou.
O julgamento do caso terá início na manhã desta quarta-feira (11) no Fórum da Comarca de Umuarama e tem previsão de durar até três dias. Carlos Adriano responde pela morte de Vanessa, ocorrida em 28 de outubro de 2022, na residência dele, na avenida Olinda.
Segundo a denúncia do Ministério Público do Paraná (MPPR), a vítima foi morta com mais de 50 golpes de faca. Ao final do julgamento, os jurados decidirão pela condenação ou absolvição do acusado.
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