Foto: Danilo Martins/OBemdito
Um policial penal acusado de feminicídio de Umuarama vai a júri popular a partir das 9h desta quarta-feira (11) no Fórum da Comarca local. Carlos Adriano Botelho de Assis, 46 anos, é acusado assassinar Vanessa dos Santos da Cunha com golpes de faca. Na ocasião, a vítima tinha 28 anos e o laudo indicou que ela foi golpeada mais de 50 vezes.
O crime ocorreu no dia 28 de outubro de 2022, em uma residência na avenida Olinda, em Umuarama. O acusado atuava como policial penal da Penitenciária Estadual de Cruzeiro do Oeste (Peco), porém, na ocasião, estava afastado de suas funções por problemas psicológicos. A casa onde o crime aconteceu era alugada e Carlos Adriano residia nela.
O juiz Adriano Cezar Moreira vai presidir a sessão do Tribunal do Júri. A previsão é de que o julgamento do caso de feminicídio em Umuarama tenha duração de 3 dias, se estendendo de quarta até sexta-feira (13).
A equipe do o escritório Bretas, com sede em Curitiba, é o responsável pela defesa do réu. O escritório também atuou em outro julgamento em Umuarama de grande repercussão em Umuarama no mês de março de 2024. O caso envolveu o réu Jean Michel de Souza Barros, que recebeu a condenação de 86 anos e 8 meses de prisão em regime fechado por um triplo homicídio. As vítimas foram o sogro Antonio, a sogra Helena e a esposa Jaqueline Marra dos Santos.
A denúncia do Ministério Público do Paraná (MPPR) pede a condenação de Carlos Adriano Botelho de Assis por homicídio qualificado. A princípio, são quatro qualificadoras:
– por motivo fútil;
– com emprego de meio cruel;
– recurso que dificulte ou torne impossível a defesa do ofendido e
– por feminicídio.
O feminicídio que vitimou Vanessa dos Santos da Cunha aconteceu no dia 28 de outubro de 2022, na avenida Olinda, em Umuarama. À época, a Polícia Militar (PM) recebeu solicitação de um homem que informou ter se desentendido com a ex-namorada e que os dois estariam feridos por facadas.
A PM foi ao local, encontrou o homem ferido e a mulher morta dentro de um quarto, com diversas perfurações. A princípio, o laudo indicou mais de 50 perfurações.
Na ocasião, o então Delegado-Chefe da 7ª Subdivisão Policial de Umuarama, Gabriel Menezes, divulgou informações sobre o crime. Segundo o delegado, o suspeito disse aos policiais militares que na noite anterior (27 de outubro) sua ex-namorada o procurou. Ela disse que estava morando em Altônia, veio para Umuarama para um tratamento médico, não conseguiu retornar para sua cidade e pediu para ficar na casa dele.
Durante a madrugada Carlos Adriano teria ouvido um barulho no quintal, os dois discutiram e ele relatou que a mulher o atacou com uma garrafa de vodca na cabeça. Depois disso os dois acabaram se ferindo com facas e ele a trancou no quarto, alegando que a mulher estava em surto psicótico.
Outros episódios de agressões e brigas teriam ocorrido entre o casal anteriormente. Além disso, Carlos Adriano também teve discussões com outras namoradas de relacionamentos passados.
A PM prendeu o morador de Umuarama em flagrante pelo feminicídio. Ele está detido em Piraquara, no Complexo Médico Penal.
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