Acidente que deixou cinco pessoas gravemente feridas após um carro rodar na pista e provocar uma colisão frontal envolvendo quatro veículos na BR-277 (Foto: Divulgação/PRF)
O Paraná aparece em quatro posições entre os dez trechos mais perigosos das rodovias federais brasileiras quando se considera o número de mortes registradas em segmentos de 10 quilômetros.
O levantamento faz parte do Guia CNT de Segurança nas Rodovias Brasileiras 2026, elaborado pela Confederação Nacional do Transporte (CNT) com dados referentes ao período de janeiro a dezembro de 2025.
Os trechos paranaenses listados ocupam a 4ª, 5ª, 6ª e 7ª colocações no ranking do Sul. Entre eles está a BR-277, no trecho do km 0 ao km 10, em Paranaguá, com nove mortes registradas.
Também aparece a BR-376 entre os quilômetros 600 e 610, no Contorno Sul que liga Curitiba a São José dos Pinhais, igualmente com nove mortes.
Outros dois trechos do estado completam a lista: a BR-376 entre os quilômetros 180 e 190, em Marialva, com oito mortes, e a BR-476 do km 170 ao km 180, entre os municípios de Contenda e Lapa, também com oito registros de óbito.
À frente do Paraná no ranking aparecem trechos localizados no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina. O segmento mais letal do país é o da BR-116 entre os quilômetros 240 e 250, em território gaúcho, com 12 mortes.
Em seguida vêm dois trechos catarinenses: a BR-101 entre os quilômetros 200 e 210 e a BR-470 do km 100 ao km 110, ambos com dez mortes.
Entre todas as rodovias federais que cruzam o Paraná, a BR-277 concentra o maior volume de acidentes e vítimas fatais.
O levantamento da CNT mostra que a rodovia registrou 2.155 acidentes em 2025, o que representa 28,3% de todas as ocorrências nas rodovias federais do estado.
No mesmo período, foram contabilizadas 152 mortes na BR-277, número equivalente a 25,7% do total de óbitos registrados nas estradas federais paranaenses.
De forma geral, o Paraná somou 7.616 acidentes em rodovias federais ao longo do ano passado. Esses episódios resultaram em 592 mortes e deixaram 8.525 pessoas feridas.
O levantamento aponta que o tipo de ocorrência mais comum nas rodovias federais do Paraná é a colisão. Esse tipo de acidente responde por 61% dos registros e por 63,2% das mortes.
Na sequência aparecem as saídas de pista e os capotamentos. Entre as causas mais frequentes está a reação tardia ou ineficiente do condutor. Já o trânsito na contramão aparece como principal fator associado às mortes.
De acordo com especialistas em segurança viária, o fator humano continua sendo decisivo na dinâmica dos acidentes na BR-277. Grande parte das ocorrências graves está ligada a comportamentos de risco ao volante.
O excesso de velocidade e a ultrapassagem em locais proibidos permanecem como fatores determinantes para colisões frontais e saídas de pista.
A rodovia também reúne características que ampliam o risco de acidentes, sobretudo no trecho que liga o litoral paranaense à capital.
Além de funcionar como corredor de escoamento de cargas, a estrada cruza a Serra do Mar, região marcada por curvas fechadas e longos declives.
Outro levantamento da CNT aponta que mais da metade da malha rodoviária paranaense apresenta algum tipo de problema.
De acordo com o estudo, 51,4% da extensão das rodovias do estado têm algum tipo de deficiência. Os problemas mais frequentes estão relacionados ao pavimento, presente em 49,8% da malha analisada.
As falhas de sinalização aparecem em 29,4% da extensão das rodovias, enquanto 54,5% apresentam deficiência na geometria da via — que inclui fatores como curvas, aclives, declives e largura das pistas.
Considerando toda a região Sul do país, foram registrados mais de 20,6 mil acidentes nas rodovias federais ao longo de 2025.
Esses episódios resultaram em 1.353 mortes, o que representa uma média de sete mortes a cada 100 acidentes.
Ao todo, 23.475 pessoas ficaram feridas — com lesões leves ou graves — nas ocorrências registradas nas estradas federais da região.
Assim como no Paraná, as colisões lideram o ranking de tipos de acidentes no Sul do país. Foram 13.417 registros, o equivalente a 64,8% do total.
A principal causa das ocorrências continua sendo a reação tardia ou ineficiente do condutor, responsável por 3.331 acidentes, o que corresponde a 16,1% das ocorrências.
Quando se analisam apenas os casos fatais, a causa mais frequente é o trânsito na contramão da via, associado a 239 mortes, ou 17,7% do total.
Entre todas as rodovias federais da região Sul, a BR-101 aparece com os maiores números tanto de acidentes quanto de mortes no período analisado.
A rodovia registrou 4.356 acidentes em 2025, o que representa 21% do total da região. Também lidera o ranking de mortes, com 154 registros — equivalente a 11,4% do total de óbitos nas rodovias federais do Sul.
A Pesquisa CNT também mostra um cenário de deficiências estruturais na malha viária da região Sul.
Segundo o levantamento, 63,6% da extensão das rodovias apresenta algum tipo de problema. As falhas de pavimento aparecem em 57,3% da malha analisada, enquanto 50,4% têm problemas de sinalização.
Já as deficiências na geometria da via — que envolvem características físicas da estrada — atingem 64,2% da extensão avaliada.
(Com informações CNT)
Leia também: Umuarama é a nona cidade do Paraná com maior número de mortes no trânsito
Um vídeo mostra o momento em que o policial civil Álvaro Machado socorre uma bebê…
Programação aberta ao público acontece nesta quinta-feira (8) e integra as comemorações pelos 114 anos…
Francisca Nakazono (PSD) recebeu 67 votos na disputa por uma vaga de deputada estadual pelo…
Levantamento nos resultados do TSE encontrou sete candidatos sem nenhum voto computado e outros dois…
Cinco vereadores foram eleitos deputados neste domingo (4) e deixarão o Legislativo da capital; três…
Alep terá renovação de 42,59% a partir de 2027; nenhum candidato de Umuarama conquistou cadeira,…
Este site utiliza cookies
Saiba mais