Foto: UEM
Os docentes da Universidade Estadual de Maringá aprovaram paralisação das atividades para 17 de março de 2026. Além disso, a categoria aprovou indicativo de greve durante assembleia realizada em 24 de fevereiro.
A decisão partiu da seção sindical Sesduem e foi comunicada oficialmente à Reitoria por meio de ofício. No documento enviado ao reitor Leandro Vanalli, os docentes informaram a adesão à paralisação estadual.
Segundo a entidade, o indicativo de greve expressa a disposição de deflagrar movimento paredista. No entanto, a categoria condiciona a decisão a avanços concretos nas negociações.
De acordo com texto divulgado pela seção sindical, a mobilização ocorre principalmente por causa da defasagem salarial acumulada. Além disso, os docentes criticam o não cumprimento adequado da data-base.
Eles também apontam perdas inflacionárias que reduziram o poder de compra. Portanto, a categoria defende reposição salarial imediata.
A assembleia incluiu ainda a reivindicação de equiparação do piso ao magistério da educação básica, fixado em R$ 5.130,26. Além disso, os professores pedem isonomia salarial e de condições de trabalho para temporários.
Os docentes relatam sobrecarga de trabalho e ausência de concursos suficientes. Como resultado, afirmam que a recomposição do quadro funcional se tornou insuficiente.
Eles também citam problemas de infraestrutura que impactam ensino, pesquisa e extensão. Além disso, defendem autonomia plena, com orçamento garantido.
A categoria critica os efeitos da Lei Geral das Universidades. Segundo os professores, a norma compromete a autonomia administrativa e orçamentária das instituições estaduais.
No dia 17 de março, os docentes realizarão paralisação com ida a Curitiba. Posteriormente, a categoria avaliará os próximos passos em assembleia marcada para 19 de março.
Na nova reunião, os professores decidirão pela deflagração da greve ou pela manutenção do indicativo. Além disso, discutiram estratégias para o período eleitoral.
Eles deliberaram cobrar posicionamento de candidatas e candidatos sobre o serviço público. Também defenderam a revogação de resoluções que impactam a contratação de temporários no CAD.
A paralisação afetará as duas unidades do Câmpus da UEM em Umuarama. Uma abriga cursos da área tecnológica, enquanto a outra funciona na fazenda, com cursos de agrárias.
Procurada, a UEM informou que não se manifestará até receber comunicação oficial. Já a Secretaria de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior do Paraná não respondeu até o fechamento desta matéria.
Fonte: OBemdito com GMC online
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