Foto: Divulgação/EPR
Deputados estaduais da Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) anunciaram que irão protocolar, na Justiça Federal do Paraná, uma ação contra a cobrança integral das tarifas de pedágio eletrônico. O tema foi debatido na Tribuna durante a sessão plenária desta segunda-feira (23).
A iniciativa é articulada pelos deputados Evandro Araújo (PSD) e Luiz Claudio Romanelli (PSD) e conta com a adesão de outros parlamentares. Segundo Romanelli, a ação deve ser protocolada até quarta-feira (25). O processo terá como réus a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), a União Federal e o consórcio responsável pelas concessionárias.
Os deputados sustentam que os motoristas pagam tarifa cheia mesmo ao percorrerem trechos curtos. Como exemplo, apontam que um condutor que trafega dois quilômetros paga o mesmo valor de quem percorre 100 quilômetros. Segundo os autores, a prática contraria as leis federais 14.157 e 10.233, que regulamentam o sistema de livre passagem e determinam cobrança proporcional ao trecho efetivamente utilizado.
A cobrança automática foi implantada recentemente nas regiões Norte e Noroeste do Paraná, nos lotes 4 e 5, e passou a operar também no Sudoeste a partir desta segunda-feira (23), com três novos pórticos instalados em Vitorino, Ampére e Santa Lúcia. As tarifas para carros de passeio variam de R$ 11 a R$ 18,10.
Durante o debate, Romanelli afirmou que o modelo aplicado não realiza cobrança proporcional e explicou que, para motoristas sem TAG ou aplicativo, o sistema identifica a placa por reconhecimento óptico de caracteres (OCR) e disponibiliza o valor em site da concessionária. Caso o pagamento não ocorra em até 30 dias, é gerada multa de R$ 195,05.
Evandro Araújo declarou que as tentativas de resolver a questão por vias administrativas não tiveram resultado. A Alep encaminhou ofício solicitando esclarecimentos assim que os pórticos começaram a operar e também realizou reunião com representantes da ANTT.
Outros deputados manifestaram apoio à ação, entre eles Luciana Rafagnin (PT), Arilson Chiorato (PT), Professor Lemos (PT) e Gilson de Souza (PL). Parlamentares também citaram impactos aos moradores lindeiros e apontaram problemas estruturais em rodovias como a BR-163 e a PR-280.
Na ação, os deputados argumentam que a cobrança integral fere os princípios da modicidade tarifária, razoabilidade e interesse público, ao impor custo desproporcional, principalmente a trabalhadores e moradores que utilizam pequenos trechos diariamente. O pedido inclui a suspensão da cobrança por tarifa cheia até julgamento final e a adoção do modelo proporcional por quilômetro rodado, conforme a legislação vigente.
(Com informações Alep)
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