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O Vaticano anunciou que não participará do Conselho da Paz, organização criada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para combater conflitos internacionais. A decisão foi confirmada nesta terça-feira, 17.
O secretário de Estado da Santa Sé, cardeal Pietro Parolin, afirmou que o Vaticano não integrará o novo órgão. Segundo ele, a recusa ocorre “devido à sua natureza particular”.
Parolin deu a declaração à imprensa após reunião com o presidente da Itália, Sergio Mattarella. Além disso, ele detalhou a posição diplomática da Santa Sé sobre o tema.
De acordo com o secretário, o Vaticano entende que cabe à ONU gerir situações de crise. Portanto, ele saiu em defesa do papel da Organização das Nações Unidas na mediação de conflitos internacionais.
Segundo Parolin, o entendimento da Santa Sé é claro. Para ele, compete à ONU “gerir as situações de crise”.
Em janeiro, quando confirmou que o papa Leão XIV havia recebido o convite de Trump, Parolin afirmou que o Vaticano analisaria a proposta. Na ocasião, ele destacou a necessidade de reflexão.
“O papa recebeu um convite, e estamos analisando o que fazer. Acredito que será algo que exigirá um pouco de tempo para reflexão antes de darmos uma resposta”, declarou.
Ainda segundo o cardeal, a avaliação considerou o escopo do novo órgão e suas implicações diplomáticas. Contudo, após a análise, a Santa Sé optou por não aderir ao conselho.
O Conselho da Paz foi lançado oficialmente por Trump em janeiro. O presidente americano convidou dezenas de países, entre eles o Brasil, a integrar a iniciativa.
Ao menos 19 países endossaram a carta de criação do conselho. Entretanto, governos como Itália, França e Alemanha rejeitaram o convite.
O Brasil, por sua vez, ainda não respondeu oficialmente à proposta. Assim, permanece indefinida sua eventual participação no novo organismo.
Parte da comunidade internacional avalia que a criação do conselho representa tentativa de esvaziar a atuação da ONU. Além disso, críticos apontam possível sobreposição de funções diplomáticas.
Trump afirmou que pretende promover um plano de reconstrução e “estabilização” da Faixa de Gaza por meio do grupo. Em rede social, ele declarou que os membros deverão investir cerca de US$ 5 bilhões nas ações previstas.
Dessa forma, o anúncio do Vaticano reforça o debate sobre governança internacional e o papel das instituições multilaterais na mediação de crises globais.
Com informações: Metrópoles
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