Cotidiano

Aluno pede abraço à professora e esfaqueia docente até a morte

A professora Juliana Mattos Lima Santiago, de 41 anos, do curso de direito do Centro Universitário Aparício Carvalho (Fimca), em Porto Velho (RO), foi esfaqueada e morta na noite desta sexta-feira (6) dentro da sala de aula. Segundo a polícia, o autor do ataque é um aluno da docente, que foi preso em flagrante.

De acordo com as informações preliminares, o estudante pediu um abraço ao fim da aula e, ao se aproximar, atingiu a professora com golpes de faca. O ataque ocorreu entre 21h e 22h, conforme confirmou a Polícia Civil. A motivação do crime ainda será investigada.

O suspeito permanece à disposição da Justiça. A identidade dele não foi divulgada, e a reportagem não conseguiu localizar a defesa.

Juliana era professora do curso de direito e também atuava como escrivã de polícia. Segundo Maurício Carvalho, um dos proprietários do Grupo Aparício Carvalho, médico e deputado federal (União Brasil-RO), a docência era a principal atividade da vítima. “Juliana era uma professora super dedicada, querida. Estava fazendo mestrado. Ela era escrivã de polícia, mas o que mais gostava de fazer era dar aulas”, afirmou à Folha.

A instituição decretou luto oficial de três dias, com suspensão das atividades acadêmicas até segunda-feira (9). O Grupo Aparício Carvalho informou que custeou as despesas do velório, do traslado do corpo para Salvador, onde mora a família da professor, e da cerimônia, que será de cremação.

Em nota divulgada nas redes sociais, a direção da faculdade lamentou o crime e afirmou que o legado da professora permanecerá na instituição. “A violência que silenciou sua voz não apagará seu legado. Sua trajetória e compromisso com a formação jurídica permanecerão como referência de excelência acadêmica, ética e dignidade”, diz o texto.

A publicação gerou críticas de internautas sobre a segurança no campus. Comentários mencionaram ausência de detectores de metal, falhas no controle de acesso e iluminação inadequada.

Maurício Carvalho afirmou que as críticas refletem o impacto emocional do caso. Segundo ele, a instituição possui seguranças, câmeras e circulação frequente de viaturas policiais. “É um caso que pode acontecer em qualquer local. O aluno entrou com uma faca. Há alunos que entram com tesouras, por exemplo, por necessidade do curso”, disse.

O empresário afirmou ainda que a faculdade irá revisar protocolos e reforçar a segurança, mas ponderou que o ataque seria difícil de evitar. “Vamos analisar pontos cegos e ampliar a vigilância, mas não havia como prever”, declarou.

(Com informações da Folha Press)

Rudson de Souza

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