A presidente da Escola de Samba Vila Tiradentes, Marilza Quintino, em recente evento, com a neta Maryana. - Foto: Arquivo/ESVT
Mesmo sem desfile na avenida há seis carnavais, o samba segue vivo, pulsante e coletivo em Umuarama. A Escola de Samba Unidos da Vila Tiradentes realiza na noite desta quinta-feira, 05/02, o seu primeiro ensaio oficial do ano, marcando o início das atividades carnavalescas.
Apesar de a tradicional passagem pela avenida, como acontecia desde os anos de 1970, não fazer parte da programação, integrantes da Vila e simpatizantes se empenham no compromisso que vai além do Carnaval: manter viva a cultura do samba na cidade.
Segundo a presidente da escola, Marilza Quintino, a decisão foi motivada por limitações financeiras. “O desfile foi anunciado, sonhado e prometido, mas infelizmente não houve condições de torná-lo realidade, porque as verbas que nos foram prometidas não foram liberadas”, explica.
Mas faz questão de reafirmar que o Carnaval não foi cancelado: “Carnaval vai ter, sim, porque o samba não parou e não vai parar; contamos com o apoio do Governo Municipal, que foi fundamental, e seguimos em frente graças ao esforço incansável dos dirigentes e dos amigos da Vila”.
Alinhada ao projeto ‘Não deixe o samba morrer’, a Vila aposta, neste ano, em um formato mais próximo das raízes do samba, valorizando a roda, o encontro e a resistência cultural; será a roda ‘A Vila faz samba – Tributo a Armando da Silva’ [fundador da Escola].
“Não estaremos na avenida, como muitos gostariam, mas estaremos juntos, cantando, tocando e mantendo viva a história do samba em Umuarama; isso é o mais importante”, defende.
O ponto alto da programação deste ano será uma grande roda de samba, marcada para a noite do dia 15, domingo de Carnaval, reunindo integrantes da escola, músicos e a comunidade. O ensaio oficial desta noite é aberto ao público e funciona como um convite para quem deseja prestigiar, apoiar e fazer parte desse movimento cultural que insiste em resistir, mesmo diante das dificuldades.
A presidente da Vila destaca que um grande impulso veio dos membros do Centro Umbandista Caboclo Aymoré – CUCA, que toparam fazer parte do evento, como parceiros.
“Eles estão nos dando uma força enorme”, exclama Marilza, agradecendo também o apoio do pessoal da Secretaria Municipal de Cultura/Fundação Cultural, em especial do secretário Rodrigo Fernandes Pereira.
E faz questão de sublinhar o agradecimento ao Prefeito Fernando Scanavaca: “A roda de samba só será possível graças à verba liberada pelo prefeito, que sempre teve apreço pelo nosso trabalho; sem esse recurso, não haveria roda, não haveria Carnaval… É um apoio decisivo!”.
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