Câncer de mama lidera os diagnósticos entre as mulheres no Paraná, com estimativa de 4,3 mil novos casos por ano entre 2026 e 2028 (Foto Rodrigo Nunes/MS)
O Paraná deve registrar, nos próximos anos, um novo caso de câncer a cada 11 minutos. A projeção consta na publicação Estimativa 2026–2028: Incidência de Câncer no Brasil, divulgada nesta quarta-feira (4) pelo Instituto Nacional do Câncer (Inca), por ocasião do Dia Mundial do Câncer.
De acordo com o levantamento, o Brasil deve contabilizar até 2028 cerca de 781 mil novos casos de câncer por ano. Quando excluídos os tumores de pele não melanoma de alta incidência, mas baixa letalidade, a estimativa é de aproximadamente 518 mil casos anuais.
No Paraná, a previsão é de 45.910 novos casos de câncer por ano entre 2026 e 2028. Desse total, Curitiba concentra 16,6% das ocorrências, o equivalente a 7.630 novos diagnósticos anuais. Na prática, isso representa uma média de 126 novos casos por dia em todo o Estado.
Segundo o Inca, os números reforçam que o câncer vem se consolidando como uma das principais causas de adoecimento e morte no Brasil, aproximando-se das doenças cardiovasculares. A estimativa reflete fatores como o envelhecimento da população, desigualdades regionais e dificuldades persistentes no acesso à prevenção, ao diagnóstico precoce e ao tratamento adequado.
Em números absolutos, o Paraná aparece como o quinto estado brasileiro com maior número estimado de novos casos de câncer por ano. À frente estão apenas São Paulo (193.740 casos), Minas Gerais (93.380), Rio de Janeiro (81.780) e Rio Grande do Sul (54.550), conforme os dados do Inca.
Dos quase 46 mil casos anuais previstos no Paraná, 15.260 devem ser de câncer de pele não melanoma, considerado de baixa letalidade, mas alta incidência.
Desconsiderando esse tipo, os cânceres mais frequentes entre os homens no Estado são:
Entre as mulheres, os tipos mais incidentes são:
O estudo destaca que alguns tipos de câncer apresentam alto potencial de prevenção e detecção precoce, como os tumores de colo do útero e colorretal, que seguem entre os mais incidentes no país. Medidas como vacinação, exames de rastreamento, alimentação saudável, prática de atividade física e abandono do tabagismo estão entre as principais estratégias de prevenção.
Elaborada a cada três anos pela Coordenação de Prevenção e Vigilância (Conprev) do Inca, a estimativa tem como objetivo subsidiar o planejamento e a vigilância em saúde, com foco nos tumores de maior relevância epidemiológica e impacto na saúde pública.
(Com informações do Bem Paraná e Inca)
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