Foto: colaboração
Há cerca de quatro anos, um grupo de amigos decidiu mudar a paisagem urbana do Parque San Remo I, em Umuarama. A iniciativa começou com a limpeza de um canteiro central da Avenida Zaeli. O espaço, antes esquecido, passou a receber cuidado e atenção.
Sem planejamento formal, os encontros surgiram de forma natural. O canteiro virou local de conversa, risadas e troca de ideias. Além disso, os amigos passaram a ocupar o espaço com frequência. Aos poucos, a área deixou de ser apenas passagem.
Com a presença constante, a convivência diária fortaleceu os laços entre os participantes. O grupo se reunia após o trabalho para relaxar e compartilhar histórias. Portanto, o canteiro se tornou um ponto de encontro do bairro. A rotina do entorno ganhou novo significado.
Entre os frequentadores, um personagem se destacou. Helinho, como é carinhosamente chamado, assumiu papel central. Sempre que chegava ao espaço, trazia consigo uma panela e chamava a atenção de todos. No próprio canteiro, ele preparava pratos tradicionais. Mocotó, dobradinha e farofa de feijão-andu marcaram os encontros e viraram símbolo da união.
Com o tempo, outras pessoas passaram a frequentar o espaço. Trabalhadores que saíam do expediente paravam para conversar e provar a comida. Além disso, novas amizades surgiram de forma espontânea. O grupo cresceu junto com o canteiro.
No fim do ano, a convivência se transformou em tradição. O grupo organizava confraternizações, amigo secreto e a decoração do espaço. Ainda assim, o principal sempre foi o encontro. O canteiro representou pertencimento e cuidado coletivo.
Neste último ano, porém, a rotina foi interrompida. Helinho sofreu um AVC, o que mobilizou o grupo. Houve apreensão, orações e expectativa pela recuperação. A ausência reforçou a importância dele na história construída.
Após um período delicado, a recuperação avançou. Helinho ficou quase totalmente recuperado. Ele ainda enfrentou limitações, mas seguiu firme no processo. Portanto, a esperança deu lugar ao alívio entre os amigos.
Como forma de homenagem, o grupo decidiu agir. As latinhas de bebidas acumuladas ao longo dos encontros foram vendidas. Assim, os amigos garantiram o churrasco de fim de ano. A confraternização aconteceu no último sábado, dia 17 de janeiro.
Desta vez, Helinho não ficou à frente da churrasqueira nem da preparação das comidas, como antes. Porém, permaneceu no local que ajudou a transformar. Ele esteve ao lado dos amigos, no canteiro, confraternizando não apenas a união, mas também a própria recuperação.
A história do canteiro central da Avenida Zaeli mostrou a força da ação coletiva. Hoje, o que era um local sem relevância se tornou um espaço onde amigos se encontram. Além disso, essa união comprova que a amizade transforma espaços urbanos e constrói histórias que merecem ser contadas e vividas.
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