Projeto prevê processamento local de mandioca, reduzindo a necessidade de envio da produção para outras cidades (Foto Amafil)
Umuarama vai receber uma fábrica de beneficiamento de mandioca com investimento estimado em R$ 50 milhões, iniciativa que promete alterar a dinâmica da cadeia produtiva da raiz na região Noroeste do Paraná.
Embora o Executivo municipal ainda não tenha oficializado o nome da empresa, o OBemdito apurou que a indústria que se instalará no município é a Amafil, uma das maiores processadoras de mandioca do Brasil.
Com atuação em todo o território nacional, a Amafil mantém atualmente 11 unidades fabris equipadas com tecnologia avançada e processa cerca de 858 mil toneladas de mandioca por ano.
A empresa também conta com frota própria superior a 120 caminhões e centros de distribuição em Fortaleza (CE) e São Lourenço (PR), o que reforça sua capacidade logística e de escoamento da produção.
O anúncio do novo empreendimento foi feito pelo prefeito Fernando Scanavaca (Republicanos) na última semana. Segundo ele, o investimento privado será integralmente da indústria, que já adquiriu o terreno para a instalação da planta.
Ao município caberá apenas a execução da terraplanagem da área. “É um investimento importante, que vai gerar emprego, renda e agregar valor a uma matéria-prima que hoje precisa ser levada para outros municípios para processamento”, afirmou o prefeito.
Scanavaca adiantou que mais detalhes sobre a empresa, o cronograma de implantação e o número de empregos diretos e indiretos devem ser divulgados nos próximos meses.
Ele destacou ainda que a nova fábrica permitirá que a “matéria-prima” produzida localmente passe a ser beneficiada em Umuarama, reduzindo custos logísticos e ampliando os ganhos para produtores rurais.
A expectativa é de que a indústria processe mandioca proveniente não apenas de Umuarama, mas também de municípios que integram a regional acompanhada pelo Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab). Ao todo, são 21 municípios monitorados pelo órgão, além de outras cidades do entorno.
De acordo com o Deral, a previsão de colheita de mandioca na regional em 2025 é de aproximadamente 1,6 milhão de toneladas, cultivadas em cerca de 52 mil hectares. O órgão ressalta, porém, que a cultura apresenta particularidades que dificultam estimativas mais precisas.
Entre os principais fatores estão as condições climáticas, pois períodos de estiagem impactam diretamente a produtividade e o comportamento do mercado. Quando os preços estão baixos, produtores podem optar por postergar a colheita para o ano seguinte, o que provoca oscilações significativas nos dados.
Nesse cenário, a instalação de uma indústria de beneficiamento na própria região é vista como estratégica para dar maior previsibilidade à produção, estimular o plantio e fortalecer a economia local.
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