Casos de intoxicação por metanol levam secretaria a reforçar estoque de antídotos (Foto Ilustrativa/Sandro Araújo/Saúde DF)
A Secretaria de Estado da Saúde do Paraná (Sesa) confirmou nesta segunda-feira (13) mais um caso de intoxicação por metanol após consumo de bebida alcoólica no Estado. Uma mulher de 41 anos, moradora de Curitiba, está internada em estado grave, mas estável, e receberá o antídoto Fomepizol, já liberado para o hospital.
A pasta também foi notificada sobre um novo caso suspeito, um homem de 41 anos internado em Piraquara, na região metropolitana da capital. Dois casos suspeitos em Curitiba, envolvendo homens de 20 e 55 anos, notificados no fim de semana, foram descartados.
Com a nova confirmação, o Paraná soma quatro diagnósticos de intoxicação por metanol, todos na capital. Um homem de 60 anos permanece internado em estado estável, enquanto pacientes de 71 e 36 anos já receberam alta. No total, o estado registrou 16 notificações: quatro confirmadas, 11 descartadas e uma suspeita.
“Infelizmente tivemos mais uma confirmação de intoxicação por metanol no Paraná. A paciente está recebendo o tratamento necessário. Seguimos vigilantes para essa situação e preparados com os insumos necessários para o tratamento”, afirmou o secretário de Estado da Saúde em exercício, César Neves.
Para enfrentar os casos, a Sesa recebeu do Ministério da Saúde, na sexta-feira (10), 84 frascos de fomepizol, antídoto usado no tratamento da intoxicação por metanol. Os insumos estão no Centro de Medicamentos do Paraná (Cemepar) e serão distribuídos conforme a necessidade.
A secretaria também comprou 424 ampolas de etanol farmacêutico, antídoto alternativo que deve ser entregue ainda esta semana. O Ministério da Saúde já enviou ao estado 360 ampolas desse medicamento.
Três pacientes no Paraná já foram tratados com etanol farmacêutico, que é encaminhado diretamente aos hospitais que notificam os casos ao Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (Cievs) nacional. A escolha do antídoto é definida por avaliação clínica e laboratorial de cada paciente.
A intoxicação por metanol, substância que não altera o cheiro ou sabor da bebida, pode causar sintomas iniciais como dor de cabeça, náusea, vômito, tontura e confusão mental, que costumam aparecer de 6h a 72h após a ingestão. Nos casos graves, há dor abdominal intensa, alterações visuais (visão embaçada ou cegueira súbita), dificuldade para respirar, convulsões e coma.
A Sesa orienta que, diante de qualquer sintoma, deve-se procurar atendimento médico imediatamente. Todos os casos suspeitos devem ser reportados a um dos quatro Centros de Informação e Assistência Toxicológica do Paraná, que orientam a conduta clínica e notificam a secretaria:
Para evitar a intoxicação, a secretaria recomenda comprar bebidas alcoólicas apenas em locais confiáveis, desconfiar de preços muito baixos, verificar se o líquido está limpo e se o lacre da garrafa está intacto. Rótulos tortos, borrados ou com erros podem indicar falsificação.
É importante verificar se a embalagem tem o registro do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) e, nas bebidas destiladas, o selo do IPI, que indica inspeção oficial. Estabelecimentos devem exigir nota fiscal dos fornecedores para garantir a origem do produto.
(OBemdito com informações da Sesa)
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