A força-tarefa que investiga o desaparecimento de quatro homens em Icaraíma, no noroeste do Paraná, confirmou na madrugada desta sexta (19) a localização dos corpos de Diego Henrique Afonso, Rafael Juliano Marascalchi, Robishley Hirnani de Oliveira e Alencar Gonçalves de Souza. Eles estavam desaparecidos desde 5 de agosto, quando saíram para cobrar uma dívida.
Segundo informações preliminares, os corpos foram encontrados em uma área de mata fechada, nas proximidades de onde a Fiat Toro branca utilizada pelas vítimas havia sido localizada soterrada no último dia 12. O resgate envolveu equipes da Polícia Civil, Polícia Militar, Polícia Científica, Força Nacional e do Instituto Médico-Legal (IML).
Fontes ligadas à investigação informaram que os corpos estavam em avançado estado de decomposição. O local será periciado, e os corpos encaminhados ao IML para exames oficiais de identificação.
A descoberta reforça a linha de investigação de que os quatro homens teriam sido executados de forma cruel e sem chances de defesa. “Aparentemente, as vítimas foram alvejadas ainda dentro do veículo. Essa sempre foi uma das principais hipóteses”, disse um investigador ouvido pela reportagem.
Os desaparecidos eram os cobradores Diego Henrique Afonso, Rafael Juliano Marascalchi e Robishley Hirnani de Oliveira, além do produtor rural Alencar Gonçalves de Souza, morador de Icaraíma, que contratou o trio paulista para acompanhar a cobrança.
Eles foram vistos pela última vez no dia 5 de agosto, quando se dirigiram a uma propriedade rural para cobrar uma dívida da família Buscariollo. Desde então, não houve contato com familiares, e os celulares ficaram fora de área.
Os principais suspeitos, Antonio Buscariollo e seu filho Paulo Ricardo Buscariollo, seguem foragidos. Outro integrante da família, Carlos Henrique Buscariollo, foi alvo de mandado de busca e apreensão em Santa Bárbara d’Oeste, interior de São Paulo.
Durante as buscas, a polícia encontrou diversos bunkers subterrâneos usados para esconder contrabando e drogas vindas do Paraguai. A descoberta reforçou a relação entre o desaparecimento e o crime organizado que atua na fronteira, movimentando fortunas bilionárias em atividades ilícitas.
A localização dos corpos representa um marco na investigação, considerada uma das mais complexas e violentas do Paraná nos últimos anos. A Polícia Civil deve convocar uma coletiva ainda hoje para apresentar detalhes do achado e os próximos passos da investigação.
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