Paraná

Polícia prende foragido por duplo homicídio de Miss Altônia e de empresário

Eliezer Lopes de Almeida, de 47 anos, que estava foragido da Justiça, foi preso em Pato Branco, no Paraná. Ele possuía mandado de prisão preventiva expedido pela Vara Criminal da Comarca de Altônia pelo duplo homicídio de Bruna Zucco Segagin, 21 anos, então Miss Altônia, e de seu namorado, Valdir de Brito Feitosa, 30 anos. A prisão ocorreu no último domingo (24).

O suspeito foi localizado no bairro São Cristovão, identificado e encaminhado ao Deppen, permanecendo à disposição da Justiça. Natural de Pato Branco, ele estava foragido desde a emissão do mandado e era o último investigado não capturado do caso.

Bruna e Valdir foram mortos em março de 2018 e encontrados carbonizados em uma estrada rural. Segundo as investigações, o crime teve motivação ligada a disputas entre grupos criminosos rivais. Valdir era suspeito de contrabando, e Bruna foi assassinada apenas por estar em sua companhia, sem envolvimento em atividades ilícitas.

No início deste ano, quatro homens foram presos e denunciados pelo Ministério Público pelo mesmo duplo homicídio e destruição de cadáver. O delegado de Altônia, Reginaldo Caetano, responsável pelo caso, afirmou que Eliezer era o último investigado a ser capturado e considerado apontador intermediário da execução.

Em julho, uma operação policial foi deflagrada em Palmas (PR), Pato Branco (PR) e Balneário Camboriú (SC), cumprindo cinco mandados de prisão preventiva e cinco de busca e apreensão. A ação foi coordenada pela 16ª Delegacia Regional de Altônia, com apoio da 5ª Subdivisão de Pato Branco, Delegacia de Palmas e Grupo Tigre.

Segundo Caetano, o crime foi planejado com minúcia, incluindo contratação de pistoleiro de outro estado, destruição de provas e coação de testemunhas. Um dos executores tatuou o rosto de uma mulher na mão, possivelmente em referência à Miss Altônia. Entre os presos estão o mandante, de 39 anos, capturado em apartamento blindado, e outros homens com idades entre 26 e 44 anos.

A investigação durou sete anos, dificultada pelo incêndio do veículo com os corpos e pelo desaparecimento de provas.

Rodrigo Mello

Formado em Jornalismo pelo Centro Universitário de Pato Branco (Unidep), tem especialização em Docência e Gestão do Ensino Superior pela Universidade Paranaense (Unipar). Com 23 anos de experiência, trabalhou em portais de notícia, assessoria de imprensa, TV e rádio. Foi assessor parlamentar na Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) e secretário municipal de Comunicação entre os anos de 2010 e 2013. Atualmente, é jornalista no portal OBemdito, onde escreve sobre política, educação, saúde, cidadania e segurança pública.

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