Marta Alves, conhecida como Martinha, ao lado de seus três cães: Dara, Sofia e Isaac são a companhia diária da moradora de Umuarama (Foto Danilo Martins/OBemdito)
Marta Alves de Assis, de 50 anos, é uma figura conhecida nas ruas de Umuarama, onde nasceu e vive até hoje. Cega desde o nascimento, Martinha – como é carinhosamente chamada na cidade – vive sozinha em um apartamento.
A vida não é solitária porque ela conta com a companhia inseparável de três cães: Dara, de 15 anos, Sofia, que está prestes a completar 3, e o filhote Isaac, de 10 meses.
A convivência com os pets se intensificou após a viuvez, há cinco anos. “Quando meu marido faleceu, me senti muito sozinha. Adotei mais dois cachorrinhos e eles se tornaram minha família”, conta.
Apesar da relação afetuosa, a rotina impõe um desafio: sair para passear com os três animais ao mesmo tempo.
Por conta da deficiência visual, Martinha só tem uma mão disponível — a outra segura a bengala. “Mesmo sendo pequenos, é difícil carregar um só. Impossível os três.”
A solução surgiu ao descobrir um carrinho especial para transportar pets, com estrutura que permite levar todos com segurança. O problema é o preço: cerca de mil reais.
Diante das limitações financeiras, Martinha decidiu criar uma vaquinha virtual para viabilizar a compra.
“Eu pago aluguel, sustento meus cães e não tenho condições de investir esse valor sozinha. Mas esse carrinho mudaria completamente nossa rotina. Seria mais liberdade para eles e mais qualidade de vida para mim também”, afirma.
Com a vaquinha, Martinha espera garantir não apenas passeios mais tranquilos, mas também momentos de bem-estar e alegria ao lado de seus fiéis companheiros.
“Eles são minha companhia 24 horas por dia. Com esse carrinho, quero retribuir todo o amor que eles me dão.”
Em um mundo onde a acessibilidade ainda é um desafio, os cães de apoio — incluindo cães-guia, cães para autismo, epilepsia e outras necessidades — surgem como aliados transformadores.
Eles não são apenas animais treinados, mas promotores de autonomia, segurança e dignidade para pessoas com deficiências físicas, sensoriais ou cognitivas.
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